- Com ajuda da soja, produção de grãos poderá atingir recorde de 359 milhões de toneladas
- Cereais básicos, no entanto, terão área de cultivo e colheita menores neste ano
Conab e IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) reavaliam a safra nacional de grãos e projetam volumes ainda maiores do que o recorde previsto anteriormente. Em ambos os casos, a produção de soja foi responsável por esse aumento, conforme os dados divulgados nesta quinta-feira (11/6). Entre os itens mais importantes da produção nacional de grãos, a oleaginosa é a única que deverá ter aumento nesta safra 2025/26, uma vez que milho, arroz e trigo terão recuo.
A safra de soja, com o aumento de área e melhora na produtividade, sobe para o recorde de 180 milhões de toneladas, nos cálculos da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento). Já nos números do IBGE a produção de soja, também recorde, sobe para 175 milhões.
As lavouras de milho, o segundo maior produto na safra nacional, ainda estão em desenvolvimento, mas os números atuais já indicam problemas em algumas regiões na safra de inverno, e a produção não deverá chegar ao volume projetado inicialmente. A primeira safra, a de verão, ao contrário do que pode ocorrer com a segunda, a chamada safrinha, foi boa.
A segunda safra, a de inverno, é a principal do país em volume, e o IBGE prevê 110 milhões de toneladas, 5,5% a menos do que na anterior. A Conab também estima queda próxima de 5%, mas com um volume de 108 milhões. A safra total de milho deverá atingir 140,5 milhões de toneladas, com recuo de 0,5%.
O problema maior para o consumidor é que tanto a produção de arroz como a de trigo perdem força neste ano. Após ter atingido 12,8 milhões de toneladas no ano passado, a colheita de arroz rendeu apenas 11,1 milhões, com queda de 13%.
O trigo, após boas safras nos anos recentes, quando chegou a 11 milhões de toneladas em 2022, deverá ter um volume 20% inferior ao de 2025, ano em que a produção já estava em queda. A Conab estima que, com área menor e desinteresse dos produtores pelo cultivo do cereal, a safra recue para apenas 6,3 milhões de toneladas, o menor volume desde 2020. O Brasil consome próximo de 12 milhões de toneladas do cereal por ano.
A boa notícia é que o país diversifica a produção e avança no cultivo de vários outros produtos, entre eles o sorgo. Os números, no entanto, ainda ficam bem distante dos de soja e de milho. A safra de sorgo deste ano deverá subir 25%, atingindo 7,6 milhões de toneladas.
Feijão e algodão também estão na lista dos produtos que terão menor produção neste ano, conforme os números da Conab e do IBGE.
O volume total de grãos, com a ajuda da soja, chega a 359 milhões de toneladas no Brasil, segundo a Conab. Já o IBGE prevê 350 milhões, um número bem melhor do que os 333 milhões estimados inicialmente (Folha)




