El Niño: Consultoria reduz estimativa de superávit global do café

Excedente de produção ainda pode permitir uma recuperação de estoques.

O mercado global de café segue altamente volátil, avalia a Hedgepoint Global Markets. As atenções estão voltadas para o avanço da colheita da safra 2026/27 no Brasil e para os possíveis efeitos do El Niño em outras origens produtoras. A consultoria revisou a previsão de superávit global para a temporada, de 9,9 milhões para 8,2 milhões de sacas, após ajustes para baixo na produção de alguns países, diante de padrões irregulares de chuva.

Apesar da redução, a análise aponta que o excedente ainda pode permitir uma recuperação de estoques. Considera, por outro lado, que a estrutura atual do mercado, os custos e a tendência das importações nos países consumidores possam levar as origens a reter parte da produção.

No Vietnã, por exemplo, o desenvolvimento da safra 2026/27 tem sido marcado pela precipitação abaixo da média, de acordo com a Hedgepoint, o que já levou a uma redução marginal na estimativa de produção. A consultoria não descarta novas reduções, caso as condições climáticas não melhorem. Na Indonésia, a preocupação está concentrada no clima do segundo semestre, período em que os cafezais entrarão na fase de desenvolvimento da safra 2027/28.

Para o arábica, a maioria dos países da América Central registra padrões irregulares de precipitação associados ao El Niño, aponta a consultoria. Já na Colômbia, a precipitação tem se mantido próxima da média, favorecendo o desenvolvimento da safra 2026/27, embora o fenômeno ainda possa afetar a oferta, especialmente na colheita de Mitaca.

Brasil deve ter safra recorde

No Brasil, a chuva em junho atrasou a colheita e prejudicou a qualidade dos grãos que estavam secando. Mesmo após ganhar força em julho, o trabalho de campo continua abaixo dos níveis dos anos anteriores.

Ainda assim, não afetou a produção total do país. A Hedgepoint mantém a expectativa de uma safra recorde no país.

O ritmo de vendas, no entanto, segue mais lento do que na temporada anterior. As exportações de arábica permanecem abaixo da média dos últimos anos, enquanto as de robusta têm mostrado alguma reação recente, em função do avanço da colheita (Globo Rural)

Related Posts

  • All Post
  • Agricultura
  • Clima
  • Cooperativismo
  • Economia
  • Energia
  • Evento
  • Fruta
  • Hortaliças
  • Meio Ambiente
  • Mercado
  • Notícias
  • Opinião
  • Pecuária
  • Piscicultura
  • Sem categoria
  • Tecnologia

Leave a Reply

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Edit Template

Quer receber notícias do nosso Diário do Agro?
INSCREVA-SE

You have been successfully Subscribed! Ops! Something went wrong, please try again.

© 2024 Tempo de Safra – Diário do Agro

Hospedado e Desenvolvido por R4 Data Center