Proposta continha demanda explícita sobre condições de realização das eleições neste ano, vantagens no setor de minerais críticos e em diversos segmentos econômicos; Itamaraty e EUA não se manifestaram.
Para aliviar o tarifaço de 50% imposto ao Brasil, o governo Donald Trump propôs ao governo Lula, em 2025, um acordo político e comercial que exigia 21 ações do País, incluindo uma demanda explícita sobre as condições de realização da eleição presidencial neste ano. Os Estados Unidos cobraram que “dissidentes políticos” no Brasil não fossem detidos, presos ou impedidos, arbitrariamente, de participar da disputa pelo Planalto. Também exigiam que a eleição ocorresse de forma “justa e livre”.
O Estadão obteve, com exclusividade, cópia integral da primeira proposta de acordo americana, apresentada em 16 de outubro do ano passado, e confirmou o teor do documento com autoridades governamentais envolvidas na negociação entre os países.
Além da demanda eleitoral, os EUA fizeram exigências de garantias relacionadas à liberdade de expressão e à aplicação de sanções financeiras determinadas pelo Tesouro americano, em território brasileiro.
O arquivo também detalha como os americanos pretendiam obter vantagens no setor de minerais críticos do Brasil e em diversos outros segmentos econômicos. Em troca, os EUA ofereciam “ajustes” nas tarifas.
As demandas foram consideradas “inaceitáveis” pelo governo brasileiro. Quase três meses depois, os EUA voltaram à carga novamente, em uma proposta enviada em 9 de janeiro, também obtida pelo Estadão. O teor é mais enxuto – sete setores e 14 tópicos – e deixa de lado assuntos de política doméstica, mas repete demandas de eliminação de tarifas por completo de alguns segmentos econômicos brasileiros. A contrapartida oferecida foi, novamente, a redução de tarifas – e a proposta, novamente rejeitada.
Quase um ano depois, as negociações com os EUA foram consideradas fracassadas pelo governo brasileiro, pois não conseguiram impedir um novo tarifaço em julho, de até 37,5% de sobretaxa, com base em duas investigações concluídas da Seção 301.
Novas tratativas, no entanto, começaram no fim de agosto. Segundo interlocutores da Presidência, já houve trocas de informações e reuniões, e os EUA ficaram de colocar no papel novamente uma proposta de negociação com os itens que desejam. A expectativa é de que o governo Trump repita parte dos pleitos. Uma nova reunião ministerial está agendada para o fim de setembro, nos EUA, em encontro do G-20.
Veja abaixo a íntegra das exigências dos EUA para aliviar o tarifaço:
Os envolvidos
As propostas do governo Trump
1ª Proposta de acordo dos Estados Unidos ao Brasil
16/10/2025
REPRODUÇÃO
· O Brasil deverá eliminar as tarifas sobre etanol, produtos químicos, máquinas, produtos automotivos e bens de alta tecnologia dos EUA.
· O Brasil compromete-se a não adotar nem manter quaisquer proibições ou restrições à importação de bens remanufaturados.
· Os Estados Unidos e o Brasil concordam que os impostos sobre serviços digitais são contraproducentes para o potencial transformador do comércio digital, no aprofundamento da cooperação econômica, no aumento da competitividade e na promoção do crescimento econômico em ambas as economias. O Brasil deverá abster-se de impor impostos sobre serviços digitais, ou impostos semelhantes, que discriminem empresas dos EUA. O Brasil deverá comprometer-se a reconhecer os Estados Unidos como um país ou jurisdição que proporciona proteção adequada de dados nos termos da legislação brasileira.
· O Brasil deverá aderir ao princípio da neutralidade competitiva no que diz respeito ao papel do banco central tanto como regulador e supervisor dos arranjos de pagamento quanto como operador do sistema de pagamentos doméstico.
· O Brasil deverá abster-se de impor direitos aduaneiros sobre transmissões eletrônicas, inclusive sobre conteúdo transmitido eletronicamente, e deverá apoiar a adoção multilateral de uma moratória permanente sobre direitos aduaneiros incidentes sobre transmissões eletrônicas na Organização Mundial do Comércio, imediatamente e sem condições.
· O Brasil não deverá introduzir um regime de concorrência digital no Brasil que restrinja, de forma irrazoável ou injustificável, o comércio dos EUA.
· O Brasil deverá comprometer-se com uma eleição presidencial livre e justa em 2026 e não deverá deter, prender arbitrariamente ou de outra forma limitar a participação no processo eleitoral de dissidentes políticos.
· O Brasil não deverá, de forma extraterritorial, aplicar multas, impor congelamentos de ativos, deter, prender ou de outra forma punir cidadãos dos EUA, residentes legais dos EUA ou empresas dos EUA por condutas protegidas pela Primeira Emenda da Constituição dos EUA.
· O Brasil deverá comprometer-se a proporcionar aos provedores de serviços digitais dos EUA aviso prévio adequado e oportunidade de comentar ou recorrer de decisões, penalidades ou multas propostas ou definitivas relacionadas a publicações em redes sociais, bem como desenvolver regras claras para remoção de conteúdo e responsabilidade civil.
· O Brasil não deverá penalizar instituições financeiras brasileiras por cumprirem sanções financeiras dos EUA.
· O Brasil não deverá restringir o acesso ao mercado brasileiro em razão do mero uso de determinados termos referentes a carnes e queijos.
· O Brasil deverá informar aos Estados Unidos, antecipadamente, sobre potenciais transferências de ativos antes de uma venda no setor de mineração/minerais críticos e deverá proporcionar às empresas dos EUA a oportunidade de participar de um processo de licitação justo antes da concessão de aprovação regulatória brasileira.
· O Brasil deverá adotar e implementar efetivamente uma proibição da importação de bens minerados, produzidos ou fabricados, total ou parcialmente, mediante trabalho forçado.
· O Brasil alinhará suas normas às normas internacionais nos setores de modo a facilitar o comércio e permitirá a entrada no Brasil, sem requisitos adicionais de avaliação de conformidade, de bens dos EUA que cumpram as normas aplicáveis dos EUA ou internacionais, os regulamentos técnicos dos EUA ou os procedimentos de avaliação de conformidade dos EUA ou internacionais.
· O Brasil deverá fortalecer a cooperação econômica e de segurança nacional com os Estados Unidos para aumentar a resiliência e a inovação das cadeias de suprimentos, adotando medidas complementares para enfrentar políticas não orientadas pelo mercado de outros países, bem como combater a evasão de direitos e cooperar em matéria de segurança de investimentos e controles de exportação.
· O Brasil deverá adotar medidas efetivas para limitar investimentos de entidades estrangeiras consideradas preocupantes em seus setores de mineração e outros setores industriais.
· Companhias aéreas brasileiras comprometeram-se a adquirir aeronaves comerciais fabricadas nos EUA, incluindo anúncios de intenção de comprar [xx] aeronaves Boeing.
· O Brasil deverá adotar medidas para enfrentar efetivamente o desmatamento ilegal, inclusive mediante a plena implementação e aplicação das leis, regulamentos e outras medidas existentes relacionadas à governança do setor florestal.
· O Brasil deverá fortalecer a aplicação das leis, regulamentos e outras medidas relacionadas à pesca para combater efetivamente a pesca ilegal, não declarada e não regulamentada (IUU) e impedir o comércio de produtos provenientes de pesca IUU.
· Os Estados Unidos e o Brasil trabalharão para estabilizar o comércio mundial de soja.
· Os Estados Unidos e o Brasil trabalharão conjuntamente para enfrentar o excesso de capacidade global na produção de aço.
2ª Proposta de acordo dos Estados Unidos ao Brasil
09/01/2026
Discussões EUA-Brasil sobre Comércio Recíproco
Estrutura Provisória – Itens Prioritários para um Acordo de Curto Prazo
Medidas propostas para os Estados Unidos
Agricultura/tarifas
· Eliminar a tarifa sobre o etanol dos EUA;
· Comprometer-se a não restringir o acesso dos EUA ao mercado em razão do mero uso de determinados termos referentes a carnes e queijos; e
· Estabelecer, com a USTR, um grupo de trabalho no âmbito do ATEC para discutir a estabilidade do comércio agrícola mundial.
Comércio digital
· Apoiar a adoção multilateral de uma moratória permanente sobre direitos aduaneiros incidentes sobre transmissões eletrônicas na Organização Mundial do Comércio, imediatamente e sem condições;
· Assegurar tratamento justo às empresas dos EUA no que diz respeito a medidas relacionadas à concorrência e à aplicação dessas medidas no setor digital, incluindo consulta às partes interessadas durante o desenvolvimento de novas medidas; e
· Assegurar que as medidas relacionadas ao conteúdo em redes sociais e à aplicação dessas medidas sejam justas para os provedores de serviços digitais dos EUA.
Industrial
· Eliminar tarifas sobre bens industriais dos EUA, incluindo produtos químicos, veículos automotores e peças, produtos médicos e frutos do mar;
· Aceitar a importação de veículos fabricados nos Estados Unidos que atendam aos padrões federais de segurança veicular e aos padrões de emissões dos EUA; e
· Aceitar certificados eletrônicos da Food and Drug Administration dos EUA e autorizações prévias de comercialização para dispositivos médicos e produtos farmacêuticos fabricados nos Estados Unidos, sem requisitos adicionais.
Minerais críticos
· Adotar medidas que limitem investimentos de atores não orientados pelo mercado e de entidades estrangeiras consideradas preocupantes na mineração, refino e outros setores industriais críticos; e
· Revisar a venda das operações de níquel da Anglo American e assegurar um processo justo para que empresas dos EUA invistam no setor de minerais críticos do Brasil.
Tecnologia segura
· Enfrentar riscos de segurança relacionados a tecnologias de comunicação, serviços públicos, infraestrutura e equipamentos de triagem de segurança.
Aeroespacial
· Remover todas as barreiras tarifárias e não tarifárias à venda de jatos executivos dos EUA no Brasil.
Trabalho
· Propor legislação que proíba a importação de bens produzidos mediante trabalho forçado ou compulsório.
Medidas propostas para os Estados Unidos
· Reduzir a alíquota tarifária aplicada aos bens brasileiros pela Ordem Executiva 14323, de 30 de julho, conforme alterada, para [–] por cento ad valorem para os seguintes produtos:
· [A DEFINIR]
· Reduzir a tarifa recíproca sobre determinados bens conforme estabelecido abaixo:
· [A DEFINIR]
Linha do Tempo
Fevereiro de 2025
Trump decreta tarifas sobre aço e alumínio de 25% e atinge o Brasil, entre outros países.
Março de 2025
Tarifas sobre aço e alumínio de 25% entram em vigor no dia 12.
Abril de 2025
No dia 2, Trump anuncia tarifas globais no que batizou de Liberation Day. O Brasil recebe 10%, o menor patamar. Ele abre prazo de 90 dias para negociações bilaterais.
Lula sanciona a Lei de Reciprocidade Econômica, aprovada no fim de março pelo Congresso.
Maio de 2025
O governo brasileiro submete, no dia 16, uma minuta confidencial com proposta de negociação comercial com os EUA, mas ficaria semanas sem resposta.
Julho de 2025
Trump anuncia o tarifaço por meio de carta, no dia 9, com mais 40% de sobretaxa, chegando ao patamar de 50% e exige fim de processos judiciais contra o aliado Jair Bolsonaro.
No dia 15, USTR abre investigação a mando de Trump contra o Brasil com base na Seção 301 (pix, etanol, desmatamento, corrupção, tarifas preferenciais, comércio digital e propriedade intelectual).
Departamento de Estado revoga vistos de Alexandre de Moraes e outros sete ministros do Supremo Tribunal Federal, além de autoridades ligadas ao processo contra Jair Bolsonaro, como o procurador-geral Paulo Gonet.
Tesouro dos EUA anuncia sanções contra ministro Alexandre de Moraes com base na Lei Magnitsky
Lula reage a acusa EUA de tentarem violar a soberania brasileira.
O vice-presidente Geraldo Alckmin, então ministro do MDIC, e o chanceler Mauro Vieira mandam carta aos EUA e cobram resposta à proposta de maio.
No dia 30, a Casa Branca publica o decreto de Trump confirmando o tarifaço, com uma lista de cerca de 700 exceções. Na mesma data, Mauro Vieira vai até Washington e conversa de forma sigilosa com Marco Rubio, em um escritório de advocacia perto da Casa Branca.
Agosto de 2025
Tarifaço extra de 40% entra em vigor no dia 1º, elevando a até 50% a sobretaxa a produtos brasileiros nos EUA.
No dia 5, Brasil formaliza a abertura de um procedimento contra o tarifaço americano na OMC.
No dia 28, governo comunica a Câmara de Comércio Exterior (Camex) para iniciar processo de eventual aplicação da Lei de Reciprocidade Econômica contra o tarifaço.
Setembro de 2025
O vice-presidente Geraldo Alckmin conversa com Jamieson Greer, por videoconferência, em segredo, no dia 11, mesmo dia da condenação de Jair Bolsonaro, como revelou o Estadão na série sobre os “encontros secretos”.
Trump envia em sigilo o assessor Richard Grenell ao Rio, no dia 15, para encontro com o ministro Mauro Vieira, presencial, e telefonema com Celso Amorim.
Governo Trump nega vistos a ministros de Lula para ingressar nos EUA (Jorge Messias, Alexandre Padilha) e expande aplicação Magnitsky para englobar Viviane Barci, esposa de Moraes, e o Instituto Lex.
No dia 22, Richard Grenell conversa com Celso Amorim em um hotel, em Nova York, na véspera da primeira interação presidencial.
No dia 23, Lula e Trump se encontram e conversam por alguns segundos nos bastidores das Nações Unidas (ONU). Americano revela a “química” entre eles durante discurso histórico na Assembleia Geral.
Alckmin realiza consultas com o secretário de Comércio americano, Howard Lutnick.
Outubro de 2025
No dia 6, Lula e Trump conversam ao telefone pela primeira vez, por iniciativa do petista.
No dia 16, Mauro Vieira se reúne com Jamieson Greer e com Marco Rubio, em Washington. EUA apresentam a primeira proposta de acordo, com 21 tópicos e demandas, entre elas a exigência de participação de “dissidentes políticos” nas eleições presidenciais de 2026 e garantias de liberdade de expressão. A contrapartida oferecida é um “ajuste” nas tarifas.
No dia 26, Lula e Trump realizam a primeira reunião de trabalho com as equipes ministeriais na Malásia. Lula pede solução para tarifas, fim de sanções, restituição de vistos e entrega dossiê ao americano.
Novembro de 2025
No dia 4, negociadores se reúnem virtualmente e Brasil remete contraproposta para encerrar o tarifaço, em reação ao documento com temas de interesse dos EUA recebido em 16 de outubro.
No dia 13, Mauro Vieira volta a Washington e discute com Marco Rubio um “quadro recíproco” para a relação comercial. Ministro diz que acordo poderia sair em breve.
No dia 14, a Casa Branca publica as primeiras exceções à tarifa de 10%, especialmente para produtos agrícolas.
No dia 20, Trump cede à pressão inflacionária e decreta exceções ao tarifaço de 40%, excluindo produtos brasileiros como café, suco de laranja e carne bovina, além de cacau, açaí e outros. Mais 200 itens escapam do tarifaço.
Dezembro de 2025
No dia 2, Lula e Trump voltam a conversar pelo telefone.
No dia 12, Tesouro dos EUA revoga aplicação de Lei Magnitsky contra ministro Alexandre de Moraes (STF) e familiares.
Janeiro de 2026
No dia 9, EUA apresentam a segunda proposta de acordo com o Brasil, no “curto prazo”, com documento de teor mais enxuto – sete setores e 14 tópicos – tendo como contrapartida novamente a redução de tarifas.
No dia 26, Lula e Trump conversam ao telefone, discutem questões bilaterais e a situação na Venezuela, após a captura de Nicolás Maduro. Eles combinam que o petista seria recebido na Casa Branca.
Fevereiro de 2026
Suprema Corte dos EUA derruba base legal para declaração de emergência que sustentava o tarifaço e Trump impõe sobretaxa temporária global de 10%.
Março de 2026
Mauro Vieira e Marco Rubio conversam na França, durante reunião de chanceleres do G-7, e discutem cooperação sobre crime organizado e questões econômicas. Brasil temia classificação de facções como terroristas.
No dia 12, USTR abre investigação contra o Brasil com base na Seção 301 para apurar medidas contra o trabalho forçado.
No dia 13, Lula manda revogar visto de Darren Beattie, funcionário do Departamento de Estado que pretendia visitar Jair Bolsonaro na prisão.
Abril de 2026
No dia 15, Mauro Vieira (Itamaraty) pede em carta a rejeição da apuração com base no trabalho forçado, que resultaria em novas tarifas.
No dia 30, Lula e Trump mantêm conversa informal por telefone, intermediada pelo empresário Joesley Batista, que viajaria a Washington.
Maio de 2026
No dia 7, Lula visita Trump na Casa Branca e garante mais 30 dias para evitar novo tarifaço e tentar um acordo. Republicano elogia dinamismo do petista.
No dia 26, Flávio Bolsonaro (PL) é recebido por Trump na Casa Branca, promete alinhamento e defende designação de PCC e CV como terroristas.
No dia 28, o Departamento de Estado declara PCC e CV como organizações terroristas à revelia do governo Lula.
Junho de 2026
Trump indica publicamente, sem consultar o Brasil, o deputado republicano Daniel Perez como embaixador para o Brasil.
USTR conclui investigação e propõe nova tarifa de 25% sobre exportações brasileiras.
Lula e Trump apenas se cumprimentam nos corredores do G-7, na França.
EUA recusam receber equipe técnica de fiscalização da Receita Federal do Brasil.
Julho de 2026
No dia 7, Flávio Bolsonaro discursa na audiência do USTR, fala contra tarifas e expressa preocupação com prejuízo eleitoral da medida.
No dia 15, governo Trump impõe novas sobretaxas ao Brasil de 25% por supostas práticas desleais de comércio, após apuração que envolvia pix, etanol e desmatamento.
No dia 23, Trump decreta nova sobretaxa de 12,5% por alegadas falhas em coibir a importação de produtos feitos com trabalho forçado.
Governo Lula classifica a medida como “arbitrária e injustificada” e anuncia acionamento da Lei da Reciprocidade e prepara nova disputa na OMC.
Marco Rubio afirma que Lula não negociou de “boa-fé” e que priorizou seu “ego”. Presidente diz que ele é um “latino-americano frustrado”.
Mauro Vieira afirma que Rubio “ataca de forma grosseira e arrogante o chefe de Estado de um país amigo”. Ministro afirma que as novas tarifas americanas não têm justificativa.
Itamaraty rejeita dar visto a dois funcionários do Departamento de Estado que pretendiam viajar ao País e discutir o sistema eleitoral brasileiro.
Agosto de 2026
No dia 4, Departamento de Estado revoga em parte visto da embaixadora do Brasil em Washington, Maria Luiza Viotti, e acusa Palácio do Planalto de retardar aprovação de Daniel Perez. Governo Lula denuncia tentativa de ingerência eleitoral americana.
Departamento de Estado, porém, indica que vai respeitar o resultado da eleição, desde que “livre e justa”. Daniel Perez afirma a uma TV na Flórida que trabalhará com quem for eleito, reforçando essa visão.
No dia 16, governo Lula inicia processo para aplicar a Lei de Reciprocidade Econômica e abre consultas diplomáticas com os EUA.
No dia 26, Lula e Trump conversam ao telefone por 1 hora e 40 minutos, para contornar Marco Rubio, e ordenam que autoridades de nível ministerial retomem tratativas.
Setembro de 2026
Lula e Trump devem se cruzar novamente nos corredores das Nações Unidas, no dia 22.
Mauro Vieira e Márcio Elias Rosa devem se encontrar presencialmente com Jamieson Greer, no dia 31, durante viagem para reunião ministerial de Comércio do G-20 (Estadão.com)





