Combinação de baixa umidade do ar e temperaturas acima da média deve predominar em diversas áreas das regiões Sudeste e Centro-Oeste.
Diferentemente de julho, mês marcado em 2026 pela passagem de massas de ar polar intensas, temperaturas negativas e formação de geadas, agosto começa neste sábado (1/8) com calor e tempo seco em boa parte do Brasil.
Previsão do tempo para agosto
Márcio Bueno, meteorologista da Tempo OK, destaca que a combinação de baixa umidade do ar e temperaturas acima da média deve predominar em diversas áreas das regiões Sudeste e Centro-Oeste. No Sul, o inverno ainda favorece a ocorrência de dias frios, enquanto no Norte e no Nordeste o clima quente e a estiagem aumentam o risco de queimadas.
Segundo o especialista, a intensidade desses efeitos e o comportamento das chuvas são influenciados diretamente pelo El Niño, fenômeno confirmado em 11 de junho pela Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) e que pode atingir a categoria “muito forte” entre outubro e dezembro.
“Agosto é caracterizado pelo inverno no Brasil e marcado, principalmente, pelo período seco no interior e pela passagem frequente de frentes frias sobre o Centro-Sul. E esse padrão geral se repete agora”, aponta.
Muito calor
As temperaturas elevadas serão percebidas desde o início do mês. A massa de ar seco que atua sobre o Brasil desde a última semana de julho favorece máximas entre 37°C e 40°C em Cuiabá e também em áreas de Mato Grosso do Sul e de Goiás. No Sul, o calor também é presente, mesmo que em menor intensidade.
“Uma corrente de jato em baixos níveis traz o ar quente de origem tropical com acentuada elevação da temperatura. Aquece bastante no Rio Grande do Sul, sobretudo na fronteira oeste e no noroeste, e faz calor no norte gaúcho com marcas acima de 30ºC no primeiro dia de agosto”, diz a MetSul Meteorologia.
E a chuva?
Apesar de o mês ser tradicionalmente marcado pelo predomínio do tempo seco em grande parte do país, isso não significa ausência de chuva.
Bueno explica que a influência do El Niño mantém as condições favoráveis para a ocorrência de temporais localizados, especialmente no Sul, que em julho registrou acumulados expressivos e também prejuízos por eventos climáticos extremos, como o tornado em Giruá (RS), Sete de Setembro (RS) e Senador Salgado Filho (RS).
“Situações como essas não estão descartadas. Em agosto, a chuva pode superar a média climatológica no Rio Grande do Sul, em Santa Catarina e no oeste do Paraná. Entre o Sudeste e o Centro-Oeste, episódios fortes podem ocorrer, apesar de não serem tão comuns nesta época. Como não se descarta uma atmosfera aquecida, quando instabilidades avançarem é possível que nuvens com grande desenvolvimento vertical se formem, trazendo condições para tempestades pontuais”.
Veja como será o clima em cada região
SUL
A previsão indica volumes de chuva acima da média em agosto, com destaque para o Rio Grande do Sul. Em relação às temperaturas, o frio predomina em razão do inverno no Hemisfério Sul, mas com períodos que não devem ser prolongados. Além disso, não se descarta a ocorrência de temperaturas elevadas e que perduram por alguns dias.
SUDESTE
Enquanto São Paulo, Triângulo Mineiro, sul de Minas Gerais e Rio de Janeiro terão chuva entre a média e acima do normal, no Espírito Santo e nas demais áreas de Minas a condição seca predomina. Devido à atuação de massas de ar frio vindas do Sul, a região está sujeita a períodos de baixas temperaturas, mas que serão curtos e podem ser intercalados por temperaturas elevadas.
CENTRO-OESTE
Conforme o meteorologista Márcio Bueno, o Centro-Oeste terá temperaturas acima da média e precipitação abaixo da média climatológica em agosto, combinação que, por causa do calor e do tempo mais seco, aumenta o risco para queimadas. A exceção é o sul de Mato Grosso do Sul, que pode sentir os efeitos do avanço de frentes frias.
NORTE
A região deve enfrentar chuvas abaixo da média, condição que eleva a estiagem, reduz a umidade do solo e aumenta o risco de queimadas. Já em relação às temperaturas, o predomínio é de calor, com potencial para períodos quentes e prolongados. Também não é descartada a ocorrência de tempestades tropicais localizadas devido ao intenso aquecimento.
NORDESTE
A previsão indica tempo seco e quente no Nordeste praticamente o mês todo. E, assim como no Norte, a situação preocupa pelo potencial risco de queimadas, destaca o meteorologista da Tempo OK.
“A precipitação será abaixo da média, representando bem o efeito do El Niño. E este fator, combinado a temperaturas elevadas, aumenta a possibilidade de incêndios”, alerta. A parte leste do litoral pode sentir os efeitos das instabilidades vindas do Oceano Atlântico, com chuvas volumosas e localizadas.
Atenção no campo
Na maior parte do país, o predomínio do tempo seco após as fortes chuvas registradas em julho favorece as operações nas lavouras e o avanço da colheita, por exemplo, de culturas como café, cana-de-açúcar e laranja.
Na região Sul, onde a previsão indica chuva acima da média em algumas áreas, a umidade excessiva pode favorecer o surgimento e a disseminação de doenças fúngicas, além de dificultar o trabalho no campo.
No Centro-Oeste, o calor intenso, aliado à irregularidade das chuvas, pode provocar estresse hídrico e comprometer a produtividade de algumas culturas (Globo Rural, 1/8/26)
As áreas em azul indicam temperaturas abaixo da média, enquanto as áreas em vermelho representam temperaturas acima da média — Foto: Divulgação/Tempo OK
“Uma corrente de jato em baixos níveis traz o ar quente de origem tropical com acentuada elevação da temperatura. Aquece bastante no Rio Grande do Sul, sobretudo na fronteira oeste e no noroeste, e faz calor no norte gaúcho com marcas acima de 30ºC no primeiro dia de agosto”, diz a MetSul Meteorologia.
E a chuva?
Apesar de o mês ser tradicionalmente marcado pelo predomínio do tempo seco em grande parte do país, isso não significa ausência de chuva.
Bueno explica que a influência do El Niño mantém as condições favoráveis para a ocorrência de temporais localizados, especialmente no Sul, que em julho registrou acumulados expressivos e também prejuízos por eventos climáticos extremos, como o tornado em Giruá (RS), Sete de Setembro (RS) e Senador Salgado Filho (RS).
“Situações como essas não estão descartadas. Em agosto, a chuva pode superar a média climatológica no Rio Grande do Sul, em Santa Catarina e no oeste do Paraná. Entre o Sudeste e o Centro-Oeste, episódios fortes podem ocorrer, apesar de não serem tão comuns nesta época. Como não se descarta uma atmosfera aquecida, quando instabilidades avançarem é possível que nuvens com grande desenvolvimento vertical se formem, trazendo condições para tempestades pontuais”.
Veja como será o clima em cada região
SUL
A previsão indica volumes de chuva acima da média em agosto, com destaque para o Rio Grande do Sul. Em relação às temperaturas, o frio predomina em razão do inverno no Hemisfério Sul, mas com períodos que não devem ser prolongados. Além disso, não se descarta a ocorrência de temperaturas elevadas e que perduram por alguns dias.
SUDESTE
Enquanto São Paulo, Triângulo Mineiro, sul de Minas Gerais e Rio de Janeiro terão chuva entre a média e acima do normal, no Espírito Santo e nas demais áreas de Minas a condição seca predomina. Devido à atuação de massas de ar frio vindas do Sul, a região está sujeita a períodos de baixas temperaturas, mas que serão curtos e podem ser intercalados por temperaturas elevadas.
CENTRO-OESTE
Conforme o meteorologista Márcio Bueno, o Centro-Oeste terá temperaturas acima da média e precipitação abaixo da média climatológica em agosto, combinação que, por causa do calor e do tempo mais seco, aumenta o risco para queimadas. A exceção é o sul de Mato Grosso do Sul, que pode sentir os efeitos do avanço de frentes frias.
NORTE
A região deve enfrentar chuvas abaixo da média, condição que eleva a estiagem, reduz a umidade do solo e aumenta o risco de queimadas. Já em relação às temperaturas, o predomínio é de calor, com potencial para períodos quentes e prolongados. Também não é descartada a ocorrência de tempestades tropicais localizadas devido ao intenso aquecimento.
NORDESTE
A previsão indica tempo seco e quente no Nordeste praticamente o mês todo. E, assim como no Norte, a situação preocupa pelo potencial risco de queimadas, destaca o meteorologista da Tempo OK.
“A precipitação será abaixo da média, representando bem o efeito do El Niño. E este fator, combinado a temperaturas elevadas, aumenta a possibilidade de incêndios”, alerta. A parte leste do litoral pode sentir os efeitos das instabilidades vindas do Oceano Atlântico, com chuvas volumosas e localizadas.
Atenção no campo
Na maior parte do país, o predomínio do tempo seco após as fortes chuvas registradas em julho favorece as operações nas lavouras e o avanço da colheita, por exemplo, de culturas como café, cana-de-açúcar e laranja.
Na região Sul, onde a previsão indica chuva acima da média em algumas áreas, a umidade excessiva pode favorecer o surgimento e a disseminação de doenças fúngicas, além de dificultar o trabalho no campo.
No Centro-Oeste, o calor intenso, aliado à irregularidade das chuvas, pode provocar estresse hídrico e comprometer a produtividade de algumas culturas (Globo Rural)





