Setor cobra Congresso para destravar renegociação das dívidas

Setor reclama de dificuldades para acessar as linhas de repactuação dos débitos previstas na MP publicada em julho.

Entidades do setor agropecuário encaminharam nesta quinta-feira (3/9) uma carta ao Congresso Nacional em que pedem ajustes no texto da Medida Provisória 1.376/2026, que prevê regras para a renegociação de dívidas rurais. O texto também cobra empenho dos parlamentares para destravar as operações na ponta.

Mais de 40 organizações assinam a carta. Entre elas, Associação Brasileira do Agronegócio (Abag), Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec) e Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa).

O setor reclama de dificuldades para acessar as linhas de repactuação dos débitos previstas na MP publicada em julho.

A Comissão Mista que vai analisar a proposta foi instalada em 12 de agosto, mas não houve andamento nos trabalhos do grupo desde então. O receio das entidades é de que isso atrase a implementação da MP e a resolução dos problemas no campo.

Na carta, as entidades listaram pontos de atenção para a implementação da MP. Elas apontam a necessidade de simplificar e uniformizar a exigência de comprovação das perdas, de dar segurança jurídica aos profissionais responsáveis pelos laudos e de reduzir ou flexibilizar a exigência de entrada para produtores sem capacidade de desembolso.

Produtores têm relatado a cobrança pelas instituições financeiras de até 15% de entrada sobre o valor da dívida para realizar a renegociação.

Exigências adicionais

As entidades cobram também que sejam estabelecidos critérios claros e nacionais de enquadramento e que haja impedimento para exigências adicionais que descaracterizem a renegociação. O setor insiste também para que a operação renegociada não inviabilize o acesso futuro do produtor ao crédito necessário à continuidade da atividade.

As organizações cobram uma atuação dos parlamentares junto ao governo federal para que o fundo garantidor, previsto na MP, saia do papel. Elas também cobraram deputados e senadores para que ajudem na cobrança por “celeridade, uniformidade e transparência na análise dos pedidos” junto às instituições financeiras.

A MP tem validade até 12 de novembro. Até lá, o Congresso pode analisar e modificar o texto. Se não for aprovada no prazo, a medida caduca e não terá mais efeito (Globo Rural)

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