Nutrição Castrolanda alia tecnologia e conhecimento para elevar a produtividade leiteira

A evolução da pecuária leiteira na Castrolanda pode ser analisada por diferentes indicadores: aumento da produtividade por animal, modernização das estruturas de ordenha, melhoramento genético dos rebanhos, além de tecnologias e automações. Em todos esses movimentos, a nutrição possui um papel determinante. 
A ração produzida pela cooperativa também passou por um processo de evolução, antes farelada, depois também peletizada. Hoje temos um portfólio amplo, com dietas formuladas para diversos estágios do animal. Estas mudanças acompanham a modernização no manejo dos animais, antes em um sistema predominantemente a pasto, para modelos semiconfinados e confinados tecnificados.
O consumo de ração de uma vaca de alta produção chega a 60% da dieta total ingerida por dia em matéria seca. Além disso, a ração é responsável por mais de 70% da produção de leite do animal. 
A alimentação do rebanho leiteiro na Castrolanda do início da década de 50 era baseada principalmente em forragens de inverno e verão, junto de uma ração concentrada. 
A partir de 1970, com a inauguração da nova Fábrica de Rações da Castrolanda, a ração passou a ganhar maior escala, para atender o crescimento da agricultura e das cadeias pecuárias de bovinos, suínos e aves. 
De acordo com Huibert Pieter Janssen, Consultor de Negócios Leite da Castrolanda, as primeiras formulações voltadas à bovinocultura leiteira seguiam a lógica produtiva da época.
“A cooperativa trabalhava, inicialmente, com uma ração de 18% proteína, uma ração inicial para bezerros em aleitamento e um concentrado proteico com cerca de 33% de proteína, destinado ao cooperado que produzia milho em grãos e formulava a própria ração na propriedade, além de sal mineral de cocho destinada para todo rebanho. Depois disso, não demorou muito para produzir outras duas rações: a ração com 15% de proteína para sistemas baseados em pastagens de maior qualidade, principalmente as de inverno, e a com 23% de proteína, para sistemas baseados em pastagens de verão geralmente de menor qualidade, explica. 
Na medida em que o cenário da pecuária leiteira evoluía, a Castrolanda ganhava atualizações em seus empreendimentos. Em dezembro de 1990, a Fábrica de Rações ampliou sua unidade matriz, em Castro. Já em 2003, inaugurou-se uma nova unidade fabril, em Piraí do Sul, a partir de uma parceria entre a Castrolanda e a Perdigão S/A. Acompanhando este crescimento, em 2009, foi realizada uma nova ampliação na fábrica de rações matriz. 
A evolução no modelo de exploração leiteira exigiu uma reformulação gradual das dietas oferecidas pela cooperativa. Atualmente, a Nutrição Castrolanda trabalha com formulações de diferentes níveis de proteína, como 16%, 18%, 20% e 23%, da ração básica à mais tecnificada, voltadas à diferentes exigências nutricionais. 
O portfólio passou a incorporar tecnologias nutricionais específicas para cada momento do ciclo produtivo, além de suplementos energéticos, minerais, núcleos e concentrados. Formulações para vacas secas, pré-parto, novilhas em crescimento e bezerras(os), com inclusão de aditivos voltados à eficiência alimentar, saúde ruminal e auxílio à imunidade. 
Segundo Huibert, a variedade de produtos permite que o cooperado ajuste a dieta conforme produção, raça e características do seu rebanho, e cita os principais aditivos incorporados nas formulações. “Podemos citar a monensina sódica, leveduras, biotina, minerais orgânicos, gordura protegida, proteínas não degradáveis no rúmen, tamponantes, adsorventes de micotoxinas, produtos de fermentação e sais aniônicos. Todos validados por pesquisas científicas”, destaca. 
Na prática, a qualidade da ração impacta na produção e na qualidade do leite produzido, principalmente no teor de sólidos da gordura e proteína. “Uma nutrição adequada traz mais saúde e maior imunidade, além de auxiliar na boa reprodução animal”, pontua.
Os diferenciais da Nutrição Castrolanda
Segundo Huibert, a inclusão de novas tecnologias é frequente e está sempre presente no portfólio da Castrolanda. “Toda inovação nos produtos de bovinos que a Castrolanda usa, possuem validação através de estudos feitos por pesquisadores, Institutos e Universidades renomadas, além dos parceiros, técnicos e consultores externos”, enfatiza. Outro diferencial da Nutrição Castrolanda é a qualidade dos produtos e matérias-primas, além da estabilidade nas formulações. Nesse contexto, para garantir uma nutrição de qualidade, o processo de execução industrial é fundamental. Nas Fábricas de Rações de Castro e Piraí do Sul, esse controle começa no recebimento das matérias-primas e segue por todas as etapas do processo produtivo. 
“Todo o grão que entra é classificado junto com a balança, após isso é descarregado dentro do nosso silo. Nós trabalhamos com termometria para o acompanhamento e análise. Na parte de farelos, existe um outro fluxo, que todos eles entram pela portaria matriz e chegam até ao nosso calador, onde o nosso controle de qualidade, que é exclusivo da fábrica, faz todas as coletas e análises de laboratório, em torno de 30 minutos fazemos a liberação da carga ou a recusa. Isso tudo para atender os níveis de garantia do produto”, explica Mahani Piacentini, Coordenador de Produção da Fábrica de Rações matriz. 
A produção é conduzida por um sistema automatizado, integrado entre programação e automação industrial, que controla a dosagem de cada componente com precisão decimal. 
Segundo Mahani, a automação garante fidelidade entre o que foi formulado e o que é efetivamente entregue ao produtor. “A precisão é essencial na inclusão de microingredientes, a margem de variação precisa ser mínima para não comprometer o desempenho no campo e nem a segurança da formulação. Tem ingredientes que dosam 7 quilos e 42 gramas. E isso precisa ser atendido com margem mínima de erro”, frisa. 
Após a dosagem, os ingredientes seguem para moagem, mistura e peletização. Em cada etapa, amostras são coletadas para monitoramento técnico e controle de qualidade. 
Um dos principais indicadores avaliados é o Coeficiente de Variação (CV), utilizado para medir a homogeneidade da mistura. Quanto menor o índice, maior a uniformidade da distribuição de nutrientes em cada pellet, o que garante que o animal consumirá uma dieta equilibrada.  
Outro parâmetro é o Índice de Durabilidade do Pellet (PDI), que mede a integridade física da ração. Esse fator influencia diretamente o consumo no campo. “Quanto mais íntegro o pellet, menor a formação de finos e maior o aproveitamento pelo animal. Quando há excesso de farelo, a vaca tende a selecionar o alimento, rejeitar parte da dieta e comprometer a ingestão de nutrientes. Se em um quilo eu tenho 800 gramas de pellet e 200 de farelo, esses 200 gramas não são consumidos pelo animal”, explica Mahani. 
Cada lote é identificado, amostrado e monitorado ao longo de todo o processo. As unidades operam sob certificação do Ministério da Agricultura e seguem protocolos de Boas Práticas de Fabricação (BPF), com controle de processo, padronização operacional e monitoramento sanitário. 
Outro diferencial está na segregação das linhas produtivas. A linha destinada à bovinocultura leiteira opera de forma exclusiva, sem compartilhamento com rações de outras espécies. “Onde eu produzo ração de bovinos, eu só produzo ração de bovinos. A Castrolanda é uma das poucas que possuem linhas individualizadas, o que é excelente. O ruminante não pode ter contato com alguns produtos que os suínos consomem. Isso garante segurança de produção”, destaca Mahani. 
Em 2025, a Castrolanda produziu 70 mil toneladas de ração para bovinos, além de 95 mil toneladas de matérias-primas e 7,5 mil toneladas de suplementos minerais, destinadas à complementação nutricional da atividade leiteira.  
Para Mahani, a Nutrição Castrolanda, produzida com qualidade, e que ajuda a gerar uma conversão no campo, está sempre com o objetivo de gerar satisfação para o cooperado. “Os cooperados trabalham muito associados com a silagem, com as dietas que eles fazem na propriedade, a ração entra como um complementar. Eu tenho que produzir uma ração de qualidade, entregar dentro do prazo, para que a dieta seja seguida da maneira correta e sem atrasos. A satisfação do associado é o nosso principal indicador”, finaliza. 
Sobre a Castrolanda 
A Castrolanda Cooperativa Agroindustrial foi fundada por imigrantes holandeses em 1951, no município de Castro-PR. A primeira atividade econômica dos imigrantes e da cooperativa foi a pecuária leiteira, que tornou-se uma referência para todo o Brasil.
A partir da década de 1970 outras atividades começaram a ser desenvolvidas pelos cooperados. Hoje a Castrolanda atua em quatro cadeias de negócios: agrícola, carnes (suínos e ovinos), leite e batata, com unidades nos estados do Paraná, São Paulo e Tocantins. A Castrolanda tem como missão gerar valor aos seus mais de 1200 cooperados, proporcionando segurança e conveniência para que possam focar no mais importante: produzir. A cooperativa acredita na união entre todos para avançar e desenvolver as famílias dos cooperados e toda a sociedade.  

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