| O Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA) lançou na última quarta-feira (19) o Hub de Inovação – Plataforma Interamericana de Intercâmbio de Conhecimentos para a Agricultura, cujo objetivo é ampliar o intercâmbio de conhecimentos e impulsionar a inovação na agricultura das Américas. Participaram do evento embaixadores, governos, organismos internacionais, instituições de pesquisa, universidades, empresas e organizações do setor agropecuário. A presidente Silvia Massruhá assinou termo de adesão da Embrapa à plataforma, sendo a primeira instituição de pesquisa a fazer parte da iniciativa. A Empresa participou ativamente da construção e da modelagem do modelo de negócio, contribuindo para o desenvolvimento e o amadurecimento do primeiro desenho do hub, que agora será colocado em operação. A proposta prevê um período-piloto de 24 meses, durante o qual serão desenvolvidos projetos de cooperação e testados os mecanismos de funcionamento, governança e financiamento. Silvia Massruhá lembrou que a longa trajetória de colaboração entre Embrapa e IICA, mas observou que as ações têm ocorrido de forma pulverizada. “Uma parceria mais estruturada, aproveitando a capilaridade do IICA nas Américas e os conhecimentos que temos, agrega uma nova dimensão à cooperação Sul-Sul”, afirmou. O representante do IICA no Brasil, Gabriel Delgado, explicou que a plataforma poderá receber demandas de qualquer país do mundo. “Começamos o hub pela Embrapa porque é a instituição que mais recebe esse tipo de demanda por conhecimento”, disse. No caso da Empresa brasileira, o IICA vai estruturar essas propostas e lidar com aspectos burocráticos para que a Embrapa possa desenvolver o trabalho no país em questão. Delgado definiu a plataforma como uma “mediadora inteligente”, conectando o déficit global de soluções agropecuárias com a vanguarda da ciência. Daniel Trento, assessor da Presidência da Embrapa, explica que um dos principais diferenciais do modelo é a criação de um mecanismo financeiro destinado a fazer com que parte dos recursos gerados pela prestação de serviços de cooperação retorne ao país de origem dos especialistas. No caso brasileiro, está prevista a constituição de um fundo administrado pelo IICA, com participação das instituições provedoras em sua governança. “A proposta cria, assim, um ciclo no qual a cooperação e a internacionalização do conhecimento podem contribuir para o financiamento de novos projetos de pesquisa e inovação”, afirma. Para a Embrapa, o modelo representa uma oportunidade de ampliar a valorização e a inserção internacional de seu conhecimento científico e tecnológico, transformando parte de sua expertise em agricultura tropical em novas oportunidades de cooperação e geração de recursos para pesquisa e inovação. A participação também contribui para fortalecer a posição do Brasil e da Embrapa como referências internacionais em soluções para a agricultura tropical. |

20 de agosto de 2026/
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