Governo: Déficit de R$ 91,2 bi, 2º pior rombo na série histórica

  • Pagamento de R$ 68 bilhões em precatórios no primeiro semestre ampliou resultado negativo
  • Tesouro Nacional estima melhora nos próximos seis meses; governo espera superávit primário neste ano

O governo Lula (PT) registrou déficit de R$ 91,2 bilhões nos primeiros seis meses deste ano, o segundo pior resultado da série histórica, iniciada em 1997. O resultado foi divulgado nesta quinta-feira (30/7) pelo Tesouro Nacional.

Em 2025, o resultado nos seis primeiros meses do ano foi de R$ 9,7 bilhões negativos, em número corrigido pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo). No acumulado dos seis primeiros meses, o resultado deste ano só não é pior que o primeiro semestre de 2020, quando o rombo registrado foi de R$ 600 bilhões, impulsionado à época pelos gastos com a pandemia da Covid-19.

O secretário-adjunto do Tesouro, David Athayde, afirmou que essa diferença se deve à antecipação do pagamento de R$ 68 bilhões em precatórios, que neste ano ocorreu no mês de março, o que ampliou o rombo do governo nos seis meses —no ano passado, esse pagamento havia sido feito em julho.

Além disso, o governo precisou antecipar o pagamento de algumas despesas discricionárias, tendo em vista as restrições impostas pelo calendário eleitoral. “Há uma tendência de melhora [no resultado fiscal da União] no segundo semestre”, disse Athayde durante entrevista coletiva.

Nos primeiros seis meses deste ano, a despesa total da União foi de R$ 1,3 trilhão, ante R$ 1,1 trilhão no primeiro semestre do ano passado. Nos gastos discricionários, quando o governo tem a opção de executá-los, a despesa foi de R$ 116,5 bilhões de janeiro a junho. No ano passado, esse gasto foi de R$ 74,6 bilhões.

Os primeiros meses também registraram uma alta de 8% em termos reais nos gastos com Previdência Social, que totalizaram R$ 607 bilhões até junho deste ano.

As receitas do governo também cresceram no período. Quando o primeiro semestre deste ano é comparado com o mesmo período do ano passado, houve uma alta de 5,2% em termos reais na arrecadação. Além do Tesouro, a Receita Federal também divulgou os dados nesta quinta.

No período, o governo arrecadou R$ 50,5 bilhões com o IOF (Imposto sobre Operações Financeiras). Essa alta decorre da majoração das alíquotas em 2025, quando a equipe econômica elevou esse imposto para elevar a arrecadação.

A meta fiscal para 2026 prevê um superávit de 0,25% do PIB (Produto Interno Bruto), equivalente a R$ 34,3 bilhões. Há uma margem de tolerância que permite um resultado zero, devido às regras do arcabouço fiscal, que permitem uma variação negativa da meta em até 0,25% do produto.

Na última semana, o governo Lula divulgou que projeta uma arrecadação maior do que as despesas, com um superávit de R$ 10,8 bilhões, valor superior aos R$ 4,1 bilhões projetados em maio. Essa conta, no entanto, exclui mais de R$ 60 bilhões de despesas, seja por decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) ou pelo Congresso Nacional.

Considerando somente o mês de junho, o déficit foi de R$ 48,1 bilhões, o quarto pior da série histórica. No mesmo mês do ano passado, o rombo registrado pela União foi de R$ 44,2 bilhões (Folha)

Related Posts

  • All Post
  • Agricultura
  • Clima
  • Cooperativismo
  • Economia
  • Energia
  • Evento
  • Fruta
  • Hortaliças
  • Meio Ambiente
  • Mercado
  • Notícias
  • Opinião
  • Pecuária
  • Piscicultura
  • Sem categoria
  • Tecnologia

Leave a Reply

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Edit Template

Quer receber notícias do nosso Diário do Agro?
INSCREVA-SE

You have been successfully Subscribed! Ops! Something went wrong, please try again.

© 2024 Tempo de Safra – Diário do Agro

Hospedado e Desenvolvido por R4 Data Center