- Levantamento desta semana indica que produtividade média de trigo recua até 21%
- Componentes do bloco podem ter 25 milhões de toneladas a menos do que em 2025
A Europa começa a fazer o balanço dos efeitos da forte seca e do calor intenso que afetam o continente. O Mars desta semana, um monitoramento mensal de safras, indica que esses efeitos climáticos anteciparam a colheita de inverno e vão afetar a de verão.
As culturas de inverno devem ter quebra de até 4% na produtividade média em relação às estimativas de junho. As de verão serão afetadas por uma redução de umidade do solo, prejudicando a floração das lavouras.
Milho e girassol são as culturas mais afetadas na safra da primavera e de verão, com estimativas de quebra de produtividade de 6% e 7%, respectivamente. A onda de calor continua, e a Comissão Europeia deverá refazer os cálculos de possíveis quebras nos próximos meses.
Estimativas do Mars indicam que a produtividade de trigo da Espanha deve recuar 21%, em relação à de 2025. Hungria e Portugal também terão quebra superior a 10%, enquanto na França ela será de 8%. No milho, as maiores reduções ocorrem na Itália, Hungria e França, variando de 11% a 22%.
A Coceral, entidade que reúne empresas ligadas à cadeia de abastecimento agrícola no continente, estima que a produção total de grãos, incluindo trigo, cevada, milho, aveia, sorgo, triticale e centeio, recue para 362 milhões de toneladas neste ano, após ter atingido 384 milhões em 2025. Os 27 países componentes da União Europeia vão produzir 266 milhões, 25 milhões a menos do que no ano passado.
França e Espanha estão entre os países que terão as maiores quebras, enquanto Ucrânia mantém o mesmo patamar. A produção de oleaginosas, incluindo girassol, colza e soja, deverá somar 55 milhões de toneladas em toda a Europa e tem aumento em relação a 2025, mas fica estável nos países componentes da União Europeia.
Uma menor produção de grãos pelos europeus movimentará mais o mercado internacional de commodities, principalmente negociações com milho e trigo.
No caso do milho, o Brasil tem cereal para exportar. No do trigo, o país será um grande importador neste ano e no próximo, devido à redução de área de plantio e da prevista queda de produção.
Mais frango
O uso de canetas emagrecedoras e a inteligência artificial estão colocando o consumo de frango em outro patamar. É o que mostra pesquisa divulgada em um encontro do setor nos Estados Unidos.
O estudo, encomendado pelo NCC (National Chicken Council) e pela WATT Global Media, feito com consumidores que compram frango fresco, aponta relatos de mudanças substanciais nos hábitos alimentares desses entrevistados.
Entre as mudanças está a opção por mais frutas, vegetais e aves. Já a inteligência artificial passa a ser utilizada para a busca do que comprar nos supermercados e serve ainda de inspiração para novas receitas.
Balança
As exportações do agronegócio aumentam neste ano, em relação às do ano anterior. As estimativas são da AEB (Associação Brasileira de Comércio do Brasil). Além de maior volume, os preços médios dos principais itens da balança têm aumento médio.
Na avaliação da AEB, as exportações da líder soja devem atingir 126 milhões de toneladas, com aumento médio de 4,2% nos preços e receitas de US$ 54,5 bilhões. Já café e açúcar, com queda nos preços externos, renderão menos neste ano (Folha)




