Conab: Brasil deve confirmar recorde na produção de grãos

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) revisou para cima a sua projeção para a safra de grãos 2025/26. Conforme levantamento divulgado nesta quinta-feira (11/6), a estimativa é de que sejam colhidas 358,6 milhões de toneladas – acréscimo de 600 mil toneladas em relação ao boletim anterior. Em relação à safra anterior, o incremento é de 1,8%.

De acordo com a companhia, esse resultado é justificado pelo aumento na área cultivada, estimada em 83,5 milhões de hectares, aliado às condições climáticas favoráveis, que deve refletir em uma boa produtividade média nacional.

“Nesse levantamento, a safra 2025/26 vem confirmando o bom desempenho apesar das reduções de produtividade no milho segunda safra nessa estimativa, mas ainda assim se mantém a perspectiva da maior safra de safra de grãos já registrada na série histórica da Conab”, afirmou o gerente de acompanhamento de safras da Conab, Fabiano Vasconcellos.

Principal cultura agrícola do país, a soja também registrou um desempenho maior em relação ao levantamento anterior. Com a colheita praticamente finalizada, a produção está estimada em 180,3 milhões de toneladas – no boletim anterior, eram 180,1 milhões de toneladas. Em relação à safra passada, o acréscimo é de 5,1%, o que também representa um recorde.

O resultado reflete o crescimento da área destinada para a oleaginosa, aliado ao bom pacote tecnológico e condições climáticas favoráveis, segundo a Conab.

“Apesar do que aconteceu lá no início da implantação da lavoura, quando houve uma certa irregularidade nas precipitações, o desenvolvimento da cultura foi considerado satisfatório na maior parte dos Estados”, explicou Vasconcellos.

Principal cultura cultivada na 2ª safra, o milho tem uma estimativa de produção total de 140,5 milhões de toneladas (somadas as três safras). O desempenho representa uma queda de 0,5% em relação ao ciclo passado. A segunda safra do cereal se encontra em fase inicial de colheita.

No caso do algodão, a produção da pluma está estimada em cerca de 4 milhões de toneladas, uma redução de 2,5% em relação à safra de 2024/25 influenciada pela menor área semeada.

O arroz registra colheita praticamente finalizada com estimativa de produção de 11,1 milhões de toneladas, 13,2% abaixo do volume produzido na safra passada – reflexo de uma menor área destinada para a cultura diante das condições mercadológicas do cereal. A produtividade, no entanto, foi considerada satisfatória.

Para o feijão, a Conab espera uma colheita total, somadas as três safras do grão, próxima a 3 milhões de toneladas – queda de 0,5% em relação ao resultado obtido na temporada passada.

De acordo com Vasconcellos, tanto no caso do arroz quando do feijão a produção será suficiente para abastecer o mercado interno e até possibilitar algum volume de exportação.

Safra de inverno

No caso do trigo, principal cultura semeada no inverno, há queda estimada de 20% na produção nacional, com volume previsto em 6,3 milhões de toneladas. A semeadura da safra 2026 já alcança 45,3% no país.

Segundo Vasconcellos, o número reflete a menor área cultivada especialmente no Rio Grande do Sul e Paraná, os dois principais produtores do cereal no país. A queda na intenção de plantio é influenciada por questões de mercado e também pela perspectiva de El Niño no segundo semestre (Globo Rural)

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