O Sanches são referência em soja e leite

Pequena propriedade em Pitangueiras mostra que com tecnologia e um assessoramento técnico adequado é possível driblar as cotações desfavoráveis para ambos os negócios

Tamanho não é documento para quem conduz seus negócios com altas médias de produtividade. Em uma pequena área de 20 alqueires – equivalente a 48,4 hectares – em Pitangueiras (PR), a família Sanches está à frente de um interessante modelo produtivo baseado no cultivo de soja e na pecuária de leite. O Rally Cocamar foi lá para conhecer.

MÉDIAS ELEVADAS – Os números impressionam. A considerar pelo bom desenvolvimento das lavouras de soja nesta safra, a estimativa é de uma colheita superior a do ano passado, quando fechou em 180 sacas por alqueire (74,3 sacas na medida em hectare). “É daí para mais”, afirma, satisfeito, o produtor Luciano André Sanches, de 47 anos.

DRIBLAR – No leite, com 48 vacas holandesas em lactação, de um total de 102, a média diária é de 1.600 litros, entregues para um laticínio de Arapongas, o que dá 33 litros por animal. Nas duas atividades, os números estão acima dos padrões regionais e mostram que com tecnologias e um assessoramento técnico adequado é possível encontrar caminhos para driblar o atual momento de cotações desfavoráveis para ambos os negócios.

APOIO TÉCNICO – A família Sanches conta com o apoio técnico da Cocamar: na pecuária leiteira, tem a assistência da médica-veterinária Márcia Küster, que atende a região; e, na soja, do engenheiro agrônomo Robson Rodrigues, da unidade local da cooperativa. A própria família cuida de tudo, se revezando nas tarefas e, além de Luciano, estão envolvidos nas atividades os pais dele, Augusto e Zenaide, a esposa Angélica e o casal de filhos Otávio e Giovana.

BEM-ESTAR ANIMAL – Tradicionais na pecuária leiteira, há pouco menos de dois anos os Sanches mudaram a forma como vinham conduzindo a atividade e os resultados não demoraram a aparecer. Em vez de manter o gado leiteiro somente à pasto, eles construíram um pavilhão equipado com ventiladores e até mesmo um aspersor para, durante algumas vezes ao dia, o rebanho se refrescar. “É o investimento que fizemos em bem-estar animal”, explica Luciano.

ALTA PRODUÇÃO – O produtor cita que são praticamente as mesmas vacas de quando se trabalhava só com o pastejo. A diferença é que pelo modelo anterior, devido às altas temperaturas, elas não ficavam confortáveis: nas horas mais quentes, procuravam se abrigar debaixo de árvores e a produção não era muito superior a 20 litros/dia. Agora, com sombra, água fresca e comida no cocho, a média pulou para 33. “Temos vacas que produzem 60 litros por dia”, acrescenta o produtor.

PILARES – “A família é muito zelosa quanto aos pilares da pecuária leiteira, que são os cuidados com a genética, a nutrição e a reprodução”, salienta a médica-veterinária Márcia Kuster. Além da assistência técnica, a cooperativa entra com a parte nutricional, fornecendo a ração, além de medicamentos e outros insumos. “A ração faz a diferença pela qualidade”, observa Luciano.

RECEPTIVIDADE – “A família Sanches é muito receptiva a novas tecnologias”, afirma o agrônomo Robson, ao ressaltar a sua adesão, há muito tempo, por exemplo, ao consórcio milho e braquiária no inverno, seguindo orientação da Cocamar. Eles fazem, também, o manejo sustentável do solo, com análises periódicas para as correções e a reposição de nutrientes. “O nosso recorde de produtividade foi uma média geral de 193 sacas por alqueire”, destaca Luciano, que ouviu de Robson: “do jeito que as lavouras estão, é até possível que os números cheguem perto disso”.

TEM QUE GOSTAR – Augusto, o pai de Luciano, comenta que para ter sucesso na pecuária leiteira, o produtor tem que gostar da atividade: “Hoje é tudo muito tecnificado, moderno, mas precisa cuidar bem e observar o comportamento dos animais”. Segundo ele, o rebanho holandês é produtivo, mas exigente.

TODA FAMÍLIA – Luciano explica que a produção leiteira exige o envolvimento de toda a família, mas vale a pena, pois a atividade assegura uma renda mensal, possibilitando que se tenha mais tranquilidade para planejar a comercialização da soja. No inverno, a produção de milho – 280 sacas por alqueire (115/7/hectare), em média – é toda direcionada para silagem, um trabalho sempre realizado em mutirão pela família e parentes que residem na mesma região.

PARTICIPANTES – Na viagem a Pitangueiras, a 65km de Maringá, o Rally Cocamar de Produtividade foi acompanhado pela equipe do programa RIC Rural. E, na propriedade, além da médica-veterinária Márcia Küster e do engenheiro agrônomo Robson Rodrigues, participou também da visita o gerente da unidade local da Cocamar, Gilson Souza.

SERIEDADE – “Luciano e sua família levam a administração do negócio muito a sério. Avaliam constantemente a relação custo-benefício dos investimentos, mantendo um bom equilíbrio das despesas, evitando gastos desnecessários e sem recorrer à falsa economia. Além disso, Luciano e o Sr. Augusto são pessoas extremamente positivas e grandes parceiros nos negócios”, assinala Gilson.

RALLY – O objetivo do Rally é conhecer e difundir as boas práticas agropecuárias. Patrocinam a realização: Corteva, Sicredi Dexis, Fertilizantes Viridian e Nissan Bonsai Motors. (Jornal Cocamar)

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