| Com 95 toneladas de frutas comercializadas, evento consolida a força da agricultura familiar e amplia a geração de renda no campo |
| A 41ª Festa da Uva e 12ª Expo Vinhos de Jundiaí chega ao fim, deixando um rastro de sucesso e a certeza de sua vocação: ser o palco onde o agricultor é a estrela principal. Mais do que um evento no calendário, a edição de 2026 se consagra como um marco, reafirmando que o coração da cidade bate no ritmo do campo. Os números falam por si e ecoam como uma colheita farta. Foram R$ 48 milhões em negócios gerados, um salto de 10% que demonstra a vitalidade do agronegócio local. Nas mãos dos visitantes, 95 toneladas de frutas frescas não apenas encheram cestas, mas também contaram a história de uma terra próspera e de um povo trabalhador. Ao circular pelo Parque da Uva, o visitante encontra mais do que bancadas coloridas de Niagara Rosada — símbolo da cidade. Encontra histórias familiares, tradição italiana preservada, inovação no cultivo e uma cadeia produtiva que se moderniza sem perder identidade. Ao todo, quase 100 agricultores participaram com frutas para julgamento e exposição, somando 670 caixas apresentadas. Para muitos produtores, a festa representa uma das principais janelas de comercialização do ano, permitindo venda direta ao consumidor e fortalecimento da marca própria. Quem faz a Festa da Uva Para o produtor Valdecir Kramer, do Bairro São José, a Festa da Uva de Jundiaí é estratégica para manter as vendas em janeiro. “Depois do Natal e Ano Novo, quando vendemos bem — principalmente a Niagara — o preço começa a cair. Com a Festa, a gente consegue vender bem em janeiro também, e isso ajuda muito.”Produtor há 40 anos, ele explica que a safra é planejada pensando no evento. “Fazemos poda programada para colher na época certa e levar uva de qualidade para a Festa. É um trabalho do ano inteiro.” A tradição segue viva pelas mãos de Gabriel Antônio de Almeida Fava, de 17 anos, morador do Bairro da Toca. Ele representa a quarta geração da família no cultivo da uva — uma história iniciada pelo bisavô.”Hoje quem trabalha mais diretamente é meu avô, e eu ajudo na produção e nas vendas com a minha família. Estou fazendo curso técnico de agropecuária na ETEC para complementar meus conhecimentos e, no futuro, focar 100% no cultivo da uva e manter a tradição que recebi do meu bisavô, Fernandes de Almeida.” “A Festa da Uva reafirma, ano após ano, que o produtor rural é protagonista do desenvolvimento de Jundiaí. Quando registramos 95 toneladas de frutas comercializadas e R$ 48 milhões movimentados, estamos falando de renda direta no campo, de planejamento de safra que dá resultado e de famílias que conseguem agregar valor ao seu trabalho com venda direta e marca própria. A festa é vitrine, é mercado e é reconhecimento. Já estamos estruturando 2027 para oferecer ainda mais logística, visibilidade e competitividade ao agricultor, fortalecendo nossa agricultura familiar e consolidando Jundiaí como referência em agronegócio de qualidade”, destaca Marcela Moro, secretária de Abastecimento, Agronegócio e Turismo. A evolução foi visível em cada detalhe. As novas caixas personalizadas não eram apenas embalagens, mas um selo de qualidade. A logística aprimorada e o armazenamento refrigerado garantiram que cada fruta chegasse à mão do consumidor com o frescor de quem acaba de sair do pé, elevando o padrão de Jundiaí a um novo patamar de competitividade. Mas o impacto não é apenas econômico. A edição de 2026 destinou 8 toneladas de frutas para 20 entidades assistenciais, reforçando o elo entre agricultura e responsabilidade social. Muitas entidades conseguem fazer o bem, o ano inteiro, com o lucro que obtém durante a festa. Além de não pagarem nada pelo espaço, dentro da festa, ainda vendem produtos na praça de alimentação. Passaram pela festa 307.849 visitantes ao longo da programação, com público vindo de 397 cidades, 26 estados e 39 países. É, a vitrine da agricultura de Jundiaí ganhou alcance internacional. Um fluxo que impactou diretamente hotéis, restaurantes, transporte e comércio local. A Festa da Uva reafirma, ano após ano, que o desenvolvimento urbano da cidade caminha ao lado da força do campo. Se 2026 reafirmou a força do produtor rural, 2027 já nasce com expectativa ainda maior. A organização trabalha no aprimoramento da estrutura, logística e visibilidade dos expositores, ampliando as condições para que o agricultor venda mais, melhor e com maior alcance. Para quem vive da terra, a próxima edição representa mais do que calendário: é planejamento de safra, estratégia comercial e esperança de novos recordes. A Festa da Uva 2027 começa a ser construída desde agora — nos parreirais, nas cooperativas e nas propriedades familiares que mantêm viva a tradição agrícola de Jundiaí. O campo já está se preparando. E a cidade também. |





