Clima foi favorável para as lavouras, principalmente em Mato Grosso e na Bahia.
A safra 2025/26 de algodão no Brasil pode alcançar 4 milhões de toneladas, segundo estimativa divulgada nesta sexta-feira (19/6) pela Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea). O dado ficou acima da projeção de abril, que apontava para um volume de 3,95 milhões divulgadas em abril.
Em nota a entidade disse que, se confirmada a projeção, esta será a segunda maior safra da história do país, atrás apenas do recorde de 4,26 milhões de toneladas obtido em 2024/2025.
Pelo balanço, as exportações do primeiro semestre de 2026, que eram estimadas em 1,60 milhão de toneladas em abril, devem chegar a 1,82 milhão de toneladas exportadas, um recorde quando se considera o semestre.
“Nunca tivemos um semestre tão forte na história, como este agora, e junho ainda não acabou”, destacou, na nota, o presidente da Anea, Dawid Wajs.
Para o segundo semestre, a projeção foi ajustada para aproximadamente 1,55 milhão de toneladas, em comparação com as 1,61 milhão estimadas na atualização anterior. No total, a Anea projeta exportações de 3,359 milhões de toneladas em 2026, um volume superior aos 3,21 milhões previstos em abril, e um novo recorde para o setor.
A entidade também atualizou as projeções para a safra 2026/2027, que foi elevada de 3,87 milhões de toneladas, pela estimativa de abril, para 3,96 milhões de toneladas.
Dawid Wajs explica que os números são sustentados pelos preços mais interessantes e por uma aparente estabilidade nos custos dos fertilizantes.
“Isso também repercute no que vislumbramos para as exportações do ano seguinte, porque certamente teremos mais algodão. Mas ainda é cedo para cravar um número”, pondera.
Pelo balanço da Anea, as exportações do primeiro semestre de 2027 devem ficar em 1,66 milhão de toneladas e as do segundo, em 1,56 milhão de toneladas (Globo Rural)




