Cooperativas constroem um mundo melhor

Por Rodrigo Simões

Em um mundo que exige soluções cada vez mais equilibradas entre produção, sustentabilidade e inclusão social, o cooperativismo agropecuário se consolida como um dos modelos mais eficazes para promover desenvolvimento com justiça e eficiência. Reconhecendo essa relevância, a Organização das Nações Unidas instituiu, pela segunda vez na história, o Ano Internacional das Cooperativas, celebrado em 2025, reforçando um chamado global para que governos e sociedades valorizem esse modelo que alia crescimento econômico à equidade social.

No Brasil, e especialmente no Estado de São Paulo, esse reconhecimento não é apenas simbólico — ele se traduz em resultados concretos. O cooperativismo agropecuário paulista representa uma força estruturante para o campo, reunindo 181 cooperativas, mais de 164 mil cooperados e cerca de 15 mil colaboradores. Esses números revelam um sistema sólido, mas é na prática cotidiana que se encontra sua maior virtude: a capacidade de transformar realidades por meio da união.

Diferentemente de modelos tradicionais, as cooperativas são organizações democráticas, controladas pelos próprios produtores. Nesse sistema, o agricultor deixa de ser apenas um agente isolado e passa a integrar uma rede que compartilha decisões, riscos e resultados. Essa lógica permite ganhos de escala, acesso a tecnologias, melhoria na comercialização e maior estabilidade econômica — fatores decisivos para pequenos e médios produtores que enfrentam um mercado cada vez mais competitivo.

O impacto desse modelo vai além da produção agrícola. As cooperativas exercem papel fundamental no desenvolvimento das regiões onde estão inseridas. Ao oferecer assistência técnica, programas educacionais e apoio social, elas contribuem diretamente para a qualificação dos produtores e para a melhoria da qualidade de vida das comunidades. O resultado é um ciclo virtuoso: mais eficiência no campo gera mais renda, que impulsiona a economia local e promove desenvolvimento sustentável.

Nesse contexto, a atuação da OCESP – Organização das Cooperativas do Estado de São Paulo se mostra essencial. A entidade é responsável por representar institucionalmente o cooperativismo paulista, promovendo um ambiente favorável ao crescimento das cooperativas e defendendo seus interesses junto aos poderes públicos nas esferas municipal, estadual e federal. Seu trabalho vai além da articulação política: a OCESP atua como ponte entre o setor produtivo e a sociedade, ampliando o entendimento sobre o papel estratégico do cooperativismo para o desenvolvimento do país.

À frente dessa missão está o presidente do Conselho Diretor da OCESP, Edivaldo Del Grande, cuja liderança tem sido marcada pelo diálogo aberto e pela construção de consensos. Sua atuação junto às autoridades contribui para ampliar a visibilidade do cooperativismo e reforçar sua importância como instrumento de desenvolvimento equilibrado. Ao defender os interesses do setor de forma firme e articulada, Del Grande fortalece um modelo que combina eficiência econômica com inclusão social, aproximando o poder público da realidade vivida no campo.

O cooperativismo brasileiro do século XXI carrega consigo um desafio importante: consolidar, perante a sociedade, o reconhecimento de sua integridade, competitividade e capacidade de gerar qualidade de vida. Trata-se de afirmar que é possível crescer sem excluir, produzir sem degradar e prosperar sem concentrar renda. Nesse sentido, o modelo cooperativista se apresenta não apenas como alternativa, mas como referência para um futuro mais sustentável.

Ao reunir produtores em torno de objetivos comuns, o cooperativismo agropecuário promove não apenas ganhos econômicos, mas também valores essenciais como solidariedade, participação e responsabilidade coletiva. Esses princípios se refletem diretamente na construção de comunidades mais fortes, resilientes e preparadas para os desafios do presente e do futuro.

O tema proposto pela ONU para 2025 — “Cooperativas constroem um mundo melhor” — encontra no agro paulista um exemplo concreto de sua aplicação. No campo, essa construção acontece todos os dias, por meio do trabalho conjunto de milhares de pessoas que acreditam na força da cooperação como caminho para o desenvolvimento.

Em um país de dimensões continentais como o Brasil, onde o agronegócio desempenha papel central na economia, fortalecer o cooperativismo é, acima de tudo, investir em um modelo que distribui oportunidades, gera riqueza de forma mais equilibrada e contribui para uma sociedade mais justa. Afinal, quando o campo se une, não cresce apenas a produção — cresce o Brasil como um todo.

(Rodrigo Simões, Jornalista • Administrador de Empresas, Pós-graduado em Gerente de Cidades – FAAP, 2× Vereador por Ribeirão Preto • Presidente da Câmara (2017), Ex-Presidente da FUNTEC, Colunista – BrasilAgro, Apresentador do Podcast Clube do Povo)

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