A produção brasileira de amendoim deve alcançar aproximadamente 1,17 milhão de toneladas em 2026. Segundo estimativa divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o rendimento médio das lavouras em março deve alcançar 3.632 quilos por hectare, alta de 2,4% em relação ao ano anterior. O avanço da produtividade ocorre mesmo diante de uma redução prevista de 8,1% na área cultivada, evidenciando a importância da eficiência e do aprimoramento do manejo.
Além de abastecer as indústrias de alimentos e óleos e atender ao mercado externo, a cultura desempenha papel relevante nos sistemas produtivos. “Por ser uma leguminosa, contribui para a fixação biológica de nitrogênio e pode favorecer as condições do solo. No interior paulista, também é utilizada com frequência na rotação de áreas em renovação dos canaviais, ajudando a diversificar a atividade e a gerar uma fonte adicional de receita ao produtor”, explica Bárbara Copetti, Engenheira Agrônoma da Ourofino Agrociência.
Parte significativa desse desenvolvimento está ligada ao estado de São Paulo e, especialmente, à região de Jaboticabal. Reconhecido oficialmente como Capital Estadual do Amendoim, o município concentra produtores, cooperativas, pesquisadores, instituições de ensino e empresas que atuam no avanço tecnológico da cadeia.
“A cultura do amendoim reúne importância econômica e benefícios agronômicos para diferentes sistemas de produção. Encontros como este aproximam quem produz, pesquisa e desenvolve tecnologias, criando um ambiente importante para discutir as necessidades reais do campo”, afirma Bárbara Copetti.




