Estimativa da entidade é de um volume de 4,1 milhões de toneladas.
A produção nacional de algodão em pluma deve fechar a safra 2025/26 com 4,144 milhões de toneladas, queda de 2,5% em relação à temporada anterior, conforme dados da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa). O desempenho vem na esteira de uma redução de 8% na área plantada, para 1,996 milhão de hectares, enquanto a produtividade avançou 6%.
Maior produtor nacional, o Estado de Mato Grosso tem a safra 2025/26 estimada em 2,74 milhões de toneladas, 9% abaixo do volume registrado na safra anterior.
Em contrapartida, a Bahia, que ocupa a segunda posição no ranking de Estados produtores, deve colher 986,4 mil toneladas de algodão em pluma, avanço de 17% comparado à temporada passada.
Na Bahia, as lavouras que ainda estão sendo colhidas vêm confirmando uma recuperação dos resultados observados no início dos trabalhos, especialmente nas áreas irrigadas.
“As expectativas são boas e tudo indica que vamos consolidar a melhor safra da nossa história”, afirmou Alessandra Zanotto, presidente da Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), em nota divulgada nesta quarta-feira (16/9).
Com uma safra maior na Bahia e volumes ainda considerados elevados também no restante do país, a logística segue entre as principais preocupações do setor.
“Teremos muito algodão entrando e precisamos garantir capacidade para escoar essa produção. Temos feito um trabalho incansável para aumentar a saída pelo Porto de Salvador. Isso ajuda a desafogar Santos e, para a Bahia, faz muito mais sentido do ponto de vista logístico”, disse Zanotto.
Segundo a presidente, a participação de Salvador (BA) no escoamento do algodão baiano vem crescendo mês a mês, mas ainda existe espaço para ampliar os volumes (Globo Rural)
Negociações de algodão perdem ritmo no mercado nacional
O ritmo de comercialização de algodão em pluma se enfraqueceu nos últimos dias, informa o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).
Agentes estão concentrados no cumprimento de contratos a termo e de embarques e há baixo interesse em novas negociações no mercado físico.
Segundo o Cepea, a perda de força dos primeiros contratos negociados na Bolsa de Nova York também desestimulou as transações. Além disso, divergências entre compradores e vendedores quanto aos preços e/ou à qualidade dos lotes limitam os fechamentos, que ocorrem de forma pontual.
Na terça-feira (15/9), o indicador Cepea/Esalq registrou a cotação de R$ 4,3227 a libra-peso, queda de 0,96% no acumulado de setembro (Globo Rural)




