“O futuro da segurança alimentar mundial está sendo escrito agora – e o Brasil ocupa uma das cadeiras principais nessa mesa. Nenhum outro país reúne, na mesma escala, produtividade, biodiversidade e uma matriz energética limpa, vantagens que o colocam à frente na corrida pelo agronegócio sustentável de alto valor. Essa combinação é um trunfo global, mas também um ponto frágil: quanto mais visibilidade, maior a exposição a choques climáticos, pressões regulatórias e disputas geopolíticas.
Competitividade, nesse cenário, é a capacidade de antecipar movimentos, ler sinais do mercado e reposicionar estratégias com rapidez. O Brasil tem ativos estratégicos como potencial de expansão sustentável, avanço tecnológico e peso comercial. Transformar essas vantagens em poder de agenda global necessita de coordenação, visão e liderança articulada.
A geopolítica está redesenhando o tabuleiro global. Rotas de exportação, preços e acesso a mercados estão sendo afetados por conflitos no Leste Europeu, instabilidades no Oriente Médio e mudanças bruscas na política comercial. O aumento de tarifas pelos Estados Unidos sobre produtos do agronegócio brasileiro evidenciou uma vulnerabilidade estrutural: a dependência de mercados com alto risco político e regulatório.
Ao mesmo tempo, surge uma oportunidade para reposicionar o Brasil como fornecedor estratégico de alto valor agregado, com a diversificação de mercados e o fortalecimento de relações comerciais que reduzam exposições críticas.
Diversificar mercados, redesenhar cadeias de valor, acelerar a agregação de valor e colocar ESG e tecnologia no centro do negócio deixaram de ser tendências: tornaram-se condições de sobrevivência. A guerra tarifária e a fragmentação dos acordos comerciais iniciam um ciclo em que a previsibilidade se torna um recurso escasso, e a volatilidade, uma variável permanente no cálculo estratégico das empresas.
Ao mesmo tempo, a tecnologia está reescrevendo as regras do jogo. Inteligência artificial, biotecnologia, agricultura de precisão e rastreabilidade digital já definem quem terá acesso aos mercados mais exigentes. Esses avanços impactam a produtividade, os custos e a capacidade de atender a padrões rigorosos, influenciando desde margens operacionais até o posicionamento em negociações internacionais.
A sustentabilidade passou a ser pré-requisito para competir nos mercados de maior valor. Regulamentações como o Mecanismo de Ajuste de Carbono da União Europeia e exigências de rastreabilidade estão reformulando cadeias produtivas. Cumprir esses critérios é proteger a competitividade, evitar restrições comerciais e garantir acesso a mercados cada vez mais exigentes.
O Brasil precisa decidir se continuará como exportador reativo ou se assumirá o papel de estrategista global, influenciando padrões, definindo narrativas e defendendo interesses no centro das decisões. Isso exige diplomacia ativa, alinhamento entre políticas públicas e estratégia empresarial e fortalecimento da marca-país.”
O agronegócio do futuro será liderado por quem conseguir transitar entre governos, investidores, organizações da sociedade civil e consumidores, sem perder a conexão com o campo. A liderança adaptativa, capaz de entender movimentos macroeconômicos e traduzi-los em decisões ágeis, será determinante para manter relevância e influência no cenário internacional.
O protagonismo brasileiro no agronegócio depende de visão de longo prazo. Isso significa investir em inteligência de mercado, marcar presença em fóruns globais, adotar padrões de governança de excelência e transformar sustentabilidade e rastreabilidade em argumentos comerciais. O futuro será decidido tanto no campo quanto nas mesas de negociação internacionais. Para um país com o peso do Brasil, ficar fora dessas conversas não é a melhor opção estratégica.
O que está em jogo vai muito além da porteira. É hora de unir forças – empresários, investidores, academia e governos – e agir com clareza de propósito: investir em sistemas de inteligência de mercado, acelerar digitalização e inovação territorial e consolidar o Brasil como referência global em agronegócio de alto valor agregado. O convite é claro: transformemos nossa capacidade excepcional em agenda compartilhada, fortalecendo a marca-país e garantindo nosso lugar de protagonismo estratégico no futuro da alimentação global.
O futuro do agro em cinco lições:
1. Competitividade no agronegócio é a soma de geopolítica, tecnologia e sustentabilidade.
2. Inteligência de mercado é vital para antecipar cenários e reduzir riscos.
3. Ecossistemas de inovação territorial fortalecem cadeias e geram soluções escaláveis.
4. Liderança adaptativa, com visão global e legitimidade local, será o diferencial da década.
5. Sustentabilidade e rastreabilidade são ativos comerciais” – Giana Mores e Carlos Cogo
Apresentação
A Cúpula da Inovação e Tecnologia do Agro Brasileiro – CITAGRO 2026 nasce como uma iniciativa estratégica de articulação entre líderes, instituições e empresas que protagonizam a transformação tecnológica do agronegócio nacional.
O Brasil ocupa posição de destaque global como potência agroambiental, sendo referência em produtividade, inovação e sustentabilidade.
Nesse contexto, a CITAGRO 2026 propõe-se a consolidar um ambiente de alto nível institucional, reunindo tomadores de decisão, investidores, pesquisadores e lideranças do setor para discutir, reconhecer e impulsionar soluções inovadoras aplicadas ao campo.
Mercado
Empresas, investidores e lideranças do agronegócio nacional e internacional
Conhecimento
Academia, centros de pesquisa e especialistas em inovação e tecnologia agro
Transformação em múltiplas dimensões
Impacto institucional: Fortalecimento da imagem do agro brasileiro e consolidação de atenda estratégica de inovação
Impacto econômico: Estímulo a investimentos no setor e geração de oportunidades comerciais
Impacto setorial: Integração entre tecnologia e produção e valorização de boas práticas sustentáveis
Estrutura operacional (Resumo)
Produção e coordenação: Produção executiva e coordenação geral do evento, garantindo excelência operacional
Curadoria técnica: Curadoria e pesquisa técnica para seleção criteriosa dos homenageados
Infraestrutura: Estrutura, iluminação, cenografia, troféus e materiais institucionais
Comunicação e registro: Assessoria de comunicação, imprensa e registro audiovisual completo do evento
Uma visão de longo prazo
A CITAGRO nasce como um projeto estruturante com visão de longo prazo, planejando crescimento progressivo em localidades de prestígio e alcance internacional
2026 – São Paulo
2027 – São Paulo, Palácio Tangará
2028 – Brasília, Distrito Federal
Futuro internacional
O que torna a CITAGRO única
Público qualificado: Lideranças nacionais do agronegócio, tomadores de decisão e investidores de alto nível
Potencial de mídia: Forte potencial de cobertura midiática e construção de reputação para os homenageados
Projeção internacional: Visão de expansão global, posicionando o agro brasileiro no cenário internacional
Categorias de premiação
– Empresas com alto investimento em inovação
– Biocombustíveis
– Cooperativas
– Bancos e cooperativas de crédito
– Fintechs e agtechs
– Logística e transporte
– Máquinas e equipamentos
– Fertilizantes inteligentes
– Startups inovadoras
– Academia e centros de pesquisa
– Lideranças do agro
Programação da noite
Estrutura do evento:
Recepção institucional
Cerimônia de premiação
Homenagens oficiais
Discurso de autoridades
Coquetel de relacionamento
Jantar de networking
Curadoria e conteúdo
A seleção dos homenageados será baseada em pesquisa técnica desenvolvida pelo Info BrasilAgro, contemplando os principais
Agentes do ecossistema de inovação
Uma noite de celebração institucional
A CITAGRO 2026 será realizada em formato presencial, institucional e exclusivo, com programação concentrada em uma noite de cerimônia oficial
Presencial: Experiência imersiva e exclusiva para os convidados selecionados
Exclusivo: 300 convidados altamente qualificados, líderes do agronegócio nacional
O que a CITAGRO 2026 busca alcançar
Cerimônia de premiação: Realizar cerimônia oficial de premiação de lideranças e instituições do agro brasileiro
Conexões estratégicas: Estimular conexões entre empresas, investidores e centros de pesquisa de alto nível
Referência global: Posicionar o Brasil como referência global em inovação agro perante o mundo
Agenda de sustentabilidade: Fomentar a agenda de sustentabilidade, bioeconomia e transformação digital no setor
Networking estratégico: Criar um ambiente de networking estratégico entre decisores do setor agro
Nossa missão central
Promover um encontro de alto nível institucional para valorização, reconhecimento e articulação dos principais agentes da inovação e tecnologia no agronegócio brasileiro
Por que a CITAGRO é necessária?
O agronegócio brasileiro é responsável por parcela significativa do PIB nacional e desempenha papel central na segurança alimentar global. Contudo, os desafios contemporâneos – como sustentabilidade, descarbonização, digitalização e competividade internacional – exigem integração entre tecnologia, governança e investimento
Reconhecer: Lideranças e iniciativas inovadoras no agro brasileiro, valorizando quem transforma o setor
Fortalecer: O ecossistema de inovação, conectando empresas, startups, academia e governo em um único ambiente
Atrair: Investimentos e ampliar a visibilidade internacional do agronegócio nacional
Serviço:
Evento: Cúpula da Inovação e Tecnologia do Agro Brasileiro – CITAGRO/2026
Promoção e Organização: BrasilAgro (www.brasilagro.com.br) – Telefone (16) 3235 5083
Data: 16 de novembro de 2026
Inscrições e informações: info@brasilagro.com.br
WhatsApp: (16) 99191 5870 e (16) 99247 3542
Cúpula da Inovação e Tecnologia do Agro homenageará Roberto Rodrigues
Além de indicarem as empresas, instituições de ensino e pesquisa e as personalidades e os principais atores da inovação e tecnologia, a Cúpula que se reunirá no próximo dia 16 de novembro em São Paulo, prestará justa homenagem a Roberto Rodrigues, ex-ministro da Agricultura e professor da FGV, que é uma das maiores referências do agro brasileiro.
Roberto Rodrigues é um dos maiores pensadores do agronegócio, defende que a tecnologia e a ciência são os pilares da agricultura tropical brasileira. Para ele, o futuro do agro depende da integração de inovações, como inteligência artificial e análise de dados, com foco na segurança alimentar e sustentabilidade climática global.
Nas últimas décadas, o Brasil deixou de ser importador para se tornar um dos maiores exportadores globais de alimentos, graças à tropicalização da tecnologia e ao desenvolvimento científico capitaneado pela Embrapa. Rodrigues destaca que o modelo tecnológico tropical desenvolvido no Brasil não apenas garante a segurança alimentar mundial, mas serve como um blueprint para nações em desenvolvimento na faixa tropical.
Inovação, IA e o Futuro do Campo
Roberto Rodrigues frisa que a evolução do agro exige novas competências. Tecnologias como Inteligência Artificial (IA), drones, sensores e imagens de satélite permitem tomadas de decisão mais precisas e sustentáveis. Para aproveitar essas inovações, ele enfatiza a importância de modernizar a educação e capacitar os profissionais do campo (incluindo agrônomos) para lidar com novos modelos de negócios orientados a dados.
O Brasil é visto por Rodrigues como um ator fundamental na mitigação das mudanças climáticas, sendo a agricultura tropical brasileira um modelo que alia produção de alimentos, transição energética e preservação ambiental. Em suas análises sobre o agronegócio, ele aponta que o setor enfrenta desafios econômicos, com margens estreitas causadas pela alta nos custos de insumos e taxas de juros, o que torna a eficiência tecnológica e a gestão de riscos, via crédito e seguro rural, ainda mais essenciais.
O professor enfatiza que não basta apenas ter acesso às inovações; é preciso ter pessoas capacitadas para operá-las. O avanço do “Agro 5.0” exige que os profissionais do campo — incluindo agrônomos e gestores — dominem modelos de negócios e ferramentas analíticas. O investimento em educação contínua de ponta a ponta na cadeia produtiva é o que garantirá o protagonismo do Brasil como líder global em inovação agrícola sustentável.
Agro Brasil 50
O programa Agro Brasil 50, coordenado pelo ex-ministro da Agricultura Roberto Rodrigues, é um projeto de planejamento estratégico. O estudo concentra-se em analisar o que dezenas de países estarão produzindo e demandando globalmente no setor agro até o ano de 2050, com o objetivo de orientar o produtor e o governo brasileiro para esse horizonte.
Para garantir o sucesso e a competitividade do Brasil nessa projeção, o ex-ministro costuma orientar suas estratégias de desenvolvimento do agronegócio com base em pilares fundamentais, frequentemente estruturados em eixos como:
· Tecnologia e Ciência: Retomada de investimentos em pesquisa, que são a base do aumento de produtividade.
· Acordos Comerciais: Busca por relações internacionais sólidas para diminuir riscos entre oferta e procura.
· Logística e Infraestrutura: Investimentos em rodovias, ferrovias e armazéns, acompanhando a interiorização da produção.
· Políticas Públicas e Organização Rural: Estruturação de um sistema de renda efetivo para o campo, amparado por seguro rural e cooperativismo.
Currículo extraordinário
Em 1990 Roberto Rodrigues foi eleito presidente da Organização Internacional das Cooperativas Agropecuárias, que é o braço da Aliança Cooperativa Internacional Internacional – ACI para o setor agrícola. Passou a andar pelo mundo e ficou conhecido como líder do cooperativismo agrícola global.
E em 1992, a ACI decidiu criar um Conselho em cada Continente: em grande evento no Mexico, foi eleito presidente do Conselho Continental para as Américas, com sede em San Jose da Costa Rica. A partir de então, o presidente de um continente era vice da ACI mundial. Por isso se tornou conhecido das organizações cooperativas urbanas.
Foi com esse duplo cartaz – presidente da ACI Américas e da ACI Agropecuária – que acabou sendo eleito em Genebra (Suíça) presidente da ACI mundial por aclamação, isto é, não houve eleição porque só tinha uma chapa.
Roberto Rodrigues também é considerado um dos principais criadores e idealizadores da Agrishow. A feira nasceu em 1994, resultado de uma iniciativa conjunta que ele liderou quando era secretário estadual de Agricultura de São Paulo.
O projeto começou após ele propor a criação de uma feira dinâmica de máquinas e tecnologia agrícola em Ribeirão Preto. Ele foi o responsável por estruturar o grupo de trabalho, viabilizar o apoio institucional e fechar parcerias, marcando o início do que viria a se tornar a maior feira de agronegócios da América Latina.
Além de ex-ministro da Agricultura e de ex-secretário da Agricultura do Estado de São Paulo, Roberto Rodrigues, o principal homenageado pela Cúpula da Inovação e Tecnologia do Agro Brasileiro, traz consigo um currículo extraordinário, com destaque para, dentre outras entidades, as abaixo relacionadas:
Presidente da Aliança Cooperativa Internacional – ACI
Presidente da Organização das Cooperativas Brasileiras – OCB
Presidente da Associação Brasileira do Agronegócio – ABAG
Presidente da Sociedade Rural Brasileira – SRB
Presidente do Conselho Superior do Agronegócio da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo – COSAG
Presidente do Conselho Deliberativo da União da Indústria da Cana-de-Açúcar e Biocombustíveis – ÚNICA
Presidente da Academia Brasileira de Ciência Agronômica – ABCA
Presidente da Cooperativa Agroindustrial – COPLANA
Presidente da Sicoob Copecredi
Professor da Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho – UNESP/Jaboticabal e do Centro de Estudos do Agronegócio – FGV Agro (BrasilAgro)





