Recursos serão aplicados na ampliação do crédito rural, expansão do seguro agrícola e avanço da regularização fundiária.
O governador do Estado de São Paulo, Tarcísio de Freitas, anunciou nesta terça-feira (28/4) um pacote de R$ 455 milhões em investimentos para os produtores paulistas na Agrishow, em Ribeirão Preto (SP).
As frentes destacadas pelo governo que serão beneficiadas pelo investimento são a ampliação do crédito rural, a expansão do seguro agrícola e o avanço da regularização fundiária.
Os recursos do Fundo de Expansão do Agronegócio Paulista (FEAP) terá um adicional de R$ 400 milhões no ciclo 2026/27. Os recursos são direcionados a subvenções e linhas de financiamento para produção e investimentos nas propriedades.
Segundo o governador, o FEAP será direcionado principalmente para recuperar áreas degradadas e APPs (Áreas de Preservação Permanente), para que os produtores possam fazer a regularização e validar o CAR (Cadastro Ambiental Rural).
“Isso é importante para conseguir crédito. Às vezes, ele não regulariza o CAR porque tem uma APP para recompor, e vamos aumentar o fundo para viabilizar isso”, afirmou.
No seguro rural, são destinados R$ 100 milhões em subvenção ao prêmio, com expectativa de atender cerca de 20 mil apólices. Já o Pró-Trator conta com R$ 40 milhões em subvenção para aquisição de máquinas e equipamentos, com impacto estimado de aproximadamente mil itens financiados.
Outro destaque durante o anúncio foi o aporte recebido pelo “FEAP Mulher”, o maior desde a criação da linha, com R$ 25 milhões destinados ao crédito para produtoras rurais. Com o novo valor, a linha ultrapassou R$ 50 milhões desde a criação em 2024.
O secretário de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, Geraldo Melo Filho, também discursou durante o evento e afirmou que a taxa de juros dentro do FEAP será, no mínimo, 20% abaixo da menor taxa disponível no mercado. “A maior taxa cobrada pelo FEAP será de 7,5%”, confirmou o secretário.
Melo Filho também anunciou a contratação de 37 novos pesquisadores para a estrutura da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA), ligada à secretaria de agricultura. Esse número deve chegar a 44 pesquisadores, a pedido do secretário, e acatado pelo governador Tarcísio de Freitas.
Por fim, o secretário afirmou ainda que a política agrícola do Estado vai na contramão do governo federal. “O agro brasileiro passa por um momento diferente, com recordes de produção, mas, por outro lado, o produtor está sufocado, sem margem e endividado. Não existe um plano do governo federal para isso, mas hoje é dia de mostrar que São Paulo é diferente” (Globo Rural)







