Sorgo silageiro é opção na pecuária intensiva impulsionado por eficiência nutricional e menor custo de produção

Estudos apontam que a silagem de sorgo pode atingir até 95% do valor nutritivo da silagem de milho, reforçando o protagonismo da cultura em sistemas de confinamento e semi-confinamento

O avanço da pecuária intensiva no Brasil vem ampliando a busca por volumosos mais eficientes, estáveis e economicamente competitivos, especialmente em sistemas de confinamento e semi-confinamento. Nesse cenário, o sorgo tem consolidado espaço como alternativa estratégica à silagem de milho por reunir características amplamente reconhecidas pela pesquisa científica, como elevada produção de biomassa, boa digestibilidade de fibras, equilíbrio energético, estabilidade fermentativa e maior tolerância a estresses climáticos e hídricos. Além disso, híbridos têm demonstrado desempenho nutricional competitivo, com boa participação de grãos, adequado fornecimento de energia e proteína e menor custo por tonelada de silagem produzida.

Esses benefícios foram avaliados no estudo “Produção e Qualidade da Silagem de Sorgo para Ruminantes: Aspectos Agronômicos, Fermentativos e Nutricionais”, realizado por pesquisadores da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia, Instituto Federal Catarinense e da Embrapa Amapá. O trabalho destaca que a silagem de sorgo pode atingir até 95% do valor nutritivo da silagem de milho, além de apresentar boa digestibilidade da matéria seca e teores de proteína que podem superar os do milho, dependendo do híbrido e do manejo adotado. Os pesquisadores também ressaltam a elevada resistência do sorgo ao déficit hídrico, sua capacidade de rebrota e a adaptação a solos de menor fertilidade, fatores que ampliam a segurança produtiva em diferentes ambientes agrícolas.

Outro ponto destacado pela pesquisa é a importância dos híbridos de duplo propósito, capazes de combinar alta produção de massa verde com maior participação de grãos, resultando em silagens de melhor valor nutricional e maior eficiência alimentar para ruminantes. O material também ressalta que a colheita no estádio ideal — entre grão pastoso e farináceo — favorece o acúmulo de amido e uma fermentação mais eficiente, contribuindo para maior estabilidade e qualidade do volumoso

“O produtor precisa de soluções que se encaixem na realidade da propriedade. O sorgo tem um papel muito claro nesse cenário, e o Shullmax entrega exatamente o que o mercado demanda: volume por hectare, segurança produtiva e menor exigência de investimento”, destaca Pupim.

Do ponto de vista nutricional, o híbrido oferece valor energético competitivo, podendo atingir níveis próximos a 80% a 85% de silagem de milho, em condições manejo compatíveis, entregando bom equilíbrio entre investimento na lavoura e desempenho.

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