Oferta de gado para abate começa a cair com retenção de fêmeas

Retenção de fêmeas para recompor o rebanho e avanço dos confinamentos devem reduzir a oferta de animais e aumentar a pressão sobre a reposição.

A oferta de gado para abate deve ficar mais restrita no Brasil, com a retenção de fêmeas para recomposição do rebanho e o avanço dos confinamentos. A combinação dos dois movimentos aumenta a disputa por animais e pressiona a reposição, segundo avaliação apresentada no 6º Fórum Pecuária Datagro.

Segundo os dados apresentados, o abate de fêmeas começou a recuar de maneira mais acentuada. A queda é particularmente expressiva em estados com forte participação na cria, como Rondônia, Pará, Mato Grosso do Sul e Tocantins.

Na avaliação de analista da Datagro, Guilherme Jank, a redução do abate nesses estados indica que o processo de retenção já está avançando.

Ao mesmo tempo, Mato Grosso e São Paulo apresentaram quedas mais sutis no abate de fêmeas, em um movimento associado à maior presença do confinamento.“Os dois estão acontecendo simultaneamente”, afirmou Jank.

A Datagro estima que a retenção de fêmeas poderá acelerar a recuperação do estoque de bovinos no Brasil a partir de 2027.

Segundo Jank, o país poderá produzir em 2027 praticamente o mesmo volume recorde de bezerros registrado em 2023, mas com cerca de 3 milhões de matrizes a menos.

A estimativa apresentada aponta para a produção de aproximadamente 50 milhões de bezerros, mesmo com um número menor de matrizes.

Para a DATAGRO, a velocidade da reconstrução do rebanho dependerá principalmente da intensidade da retenção de fêmeas na safra 2026/27, especialmente de novilhas.

Confinamento enfrenta reposição cara

Enquanto o pecuarista de cria ganha força na formação de preços, o confinador enfrenta um cenário de maior custo de reposição.

Segundo o Head de Pecuária da consultoria, João Otávio Figueiredo, cerca de 80% do custo do confinamento está relacionado à compra da reposição.

O problema é que o boi pronto para ser abatido está relativamente mais barato do que a reposição, comprimindo as margens da atividade.

A consultoria também destacou a expansão dos confinamentos brasileiros nos últimos anos, com propriedades que passaram de 40 mil para 60 mil, 80 mil e até 140 mil animais confinados por ano.

“Não tem eficiência no ciclo pecuário que consiga suprir o tamanho dessa expansão que teve de confinamento no Brasil”, afirmou Figueiredo.

Para Jank, a recomposição do rebanho tem características de investimento de longo prazo. Mesmo diante de restrições de crédito para capital de giro e reposição, o setor segue direcionando recursos para genética, sêmen e outros investimentos ligados à expansão produtiva.

A oferta de gado para abate deve ficar mais restrita no Brasil, com a retenção de fêmeas para recomposição do rebanho e o avanço dos confinamentos. A combinação dos dois movimentos aumenta a disputa por animais e pressiona a reposição, segundo avaliação apresentada no 6º Fórum Pecuária Datagro.

Segundo os dados apresentados, o abate de fêmeas começou a recuar de maneira mais acentuada. A queda é particularmente expressiva em estados com forte participação na cria, como Rondônia, Pará, Mato Grosso do Sul e Tocantins.

Na avaliação de analista da Datagro, Guilherme Jank, a redução do abate nesses estados indica que o processo de retenção já está avançando.

Ao mesmo tempo, Mato Grosso e São Paulo apresentaram quedas mais sutis no abate de fêmeas, em um movimento associado à maior presença do confinamento.“Os dois estão acontecendo simultaneamente”, afirmou Jank.

A Datagro estima que a retenção de fêmeas poderá acelerar a recuperação do estoque de bovinos no Brasil a partir de 2027.

Segundo Jank, o país poderá produzir em 2027 praticamente o mesmo volume recorde de bezerros registrado em 2023, mas com cerca de 3 milhões de matrizes a menos.

A estimativa apresentada aponta para a produção de aproximadamente 50 milhões de bezerros, mesmo com um número menor de matrizes.

Para a DATAGRO, a velocidade da reconstrução do rebanho dependerá principalmente da intensidade da retenção de fêmeas na safra 2026/27, especialmente de novilhas.

Confinamento enfrenta reposição cara

Enquanto o pecuarista de cria ganha força na formação de preços, o confinador enfrenta um cenário de maior custo de reposição.

Segundo o Head de Pecuária da consultoria, João Otávio Figueiredo, cerca de 80% do custo do confinamento está relacionado à compra da reposição.

O problema é que o boi pronto para ser abatido está relativamente mais barato do que a reposição, comprimindo as margens da atividade.

A consultoria também destacou a expansão dos confinamentos brasileiros nos últimos anos, com propriedades que passaram de 40 mil para 60 mil, 80 mil e até 140 mil animais confinados por ano.

“Não tem eficiência no ciclo pecuário que consiga suprir o tamanho dessa expansão que teve de confinamento no Brasil”, afirmou Figueiredo.

Para Jank, a recomposição do rebanho tem características de investimento de longo prazo. Mesmo diante de restrições de crédito para capital de giro e reposição, o setor segue direcionando recursos para genética, sêmen e outros investimentos ligados à expansão produtiva (CNN)

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