Dia da Avicultura: tecnologia e sanidade acompanham uma cadeia que produz milhões e conquista o mundo

Com avanços em produção, exportações e tecnologias como a vacinação in ovo, setor investe em precisão, monitoramento e prevenção para fortalecer sua competitividade

Celebrado em 28 de agosto, o Dia da Avicultura evidencia a dimensão de uma das cadeias mais relevantes do agronegócio brasileiro. Somente no primeiro trimestre de 2026, foram abatidos 1,71 bilhão de frangos no país, volume 3,6% superior ao registrado no mesmo período de 2025, o resultado foi o segundo maior para um trimestre.¹ 

A força da atividade também se reflete no mercado internacional. No primeiro semestre de 2026, as exportações brasileiras de carne de frango tiveram recorde histórico em volume e receita, segundo a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). Foram 2,936 milhões de toneladas entre janeiro e junho, alta de 12,9% em comparação com o mesmo período de 2025. A receita soma US$ 5,700 bilhões, crescimento de 17% em relação aos US$ 4,871 bilhões contabilizados nos seis primeiros meses do ano passado.²

A produção de ovos amplia ainda mais a dimensão da avicultura nacional. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), nos três primeiros meses de 2026, foram produzidas 1,21 bilhão de dúzias de ovos de galinha, crescimento de 0,4% sobre o primeiro trimestre de 2025. O volume equivale a aproximadamente 14,6 bilhões de ovos produzidos em apenas três meses.³

Números dessa magnitude ajudam a dimensionar não apenas a importância econômica da avicultura, mas também a complexidade de uma cadeia que opera em grande escala e precisa conciliar produtividade, sanidade e eficiência. Nesse cenário, estratégias preventivas, programas de vacinação e tecnologias de monitoramento ganham relevância para acompanhar a evolução dos sistemas produtivos e os desafios sanitários enfrentados no campo. 

“A avicultura brasileira alcançou um nível de escala e tecnificação que exige um olhar cada vez mais integrado para a sanidade. Não basta apenas incorporar novas tecnologias: é fundamental acompanhar os processos, avaliar resultados e gerar informações que apoiem decisões mais assertivas. Quando prevenção, monitoramento e conhecimento técnico caminham juntos, conseguimos construir programas sanitários mais consistentes para a realidade de cada operação”, afirma Beatriz Santos, Assistente Técnica de Avicultura da Zoetis Brasil.  

Proteção que começa antes do nascimento 

Entre as tecnologias incorporadas à avicultura moderna está a vacinação in ovo, realizada ainda durante o período de incubação. A tecnologia permite imunizar os embriões antes mesmo da eclosão e já contribui para a imunização de cerca de 20 bilhões de frangos por ano ao redor do mundo. No processo automatizado, é possível vacinar cerca de 40 mil ovos por hora,⁴ de maneira uniforme e precisa, trazendo mais eficiência e padronização a uma etapa importante do processo de produção avícola. 

Na prática, a vacinação in ovo consiste na entrega da vacina dentro do ovo, quando o embrião está em estágio avançado de desenvolvimento, em locais específicos onde a vacina é capaz de estimular uma resposta imune. A tecnologia também já é uma realidade na maioria dos incubatórios brasileiros e desempenha um papel importante na produção de pintinhos de qualidade e no controle sanitário das aves. 

Para que esse processo seja realizado corretamente, no entanto, não basta apenas aplicar a vacina. É necessário avaliar diferentes etapas que fazem parte da vacinação in ovo, como o preparo da vacina, as técnicas de assepsia, o controle de qualidade, a operação do sistema de vacinação, os procedimentos de limpeza e desinfecção e o armazenamento adequado das vacinas. 

“Em uma avicultura cada vez mais tecnificada, precisamos olhar para a vacinação como um processo que pode ser acompanhado e avaliado. É justamente essa visão que buscamos: colocar o monitoramento a serviço da vacinação in ovo, contribuindo para avaliar sua eficácia e segurança e oferecendo informações que auxiliem as equipes técnicas na tomada de decisão”, explica Beatriz. 

Precisão que fortalece a sanidade 

Em sistemas produtivos de grande escala, dados e acompanhamento técnico também ajudam a transformar a prevenção em um processo contínuo. A combinação entre vacinação, monitoramento e análise dos resultados permite que as equipes tenham uma visão mais ampla sobre os programas adotados e identifiquem oportunidades de aprimoramento. 

É nesse contexto que a atuação da Zoetis busca integrar ciência, tecnologia e conhecimento de campo, apoiando a evolução dos programas sanitários da avicultura. A proposta acompanha uma cadeia que cresce não apenas em volume, mas também em nível de especialização e na adoção de ferramentas voltadas à precisão dos processos. 

“Os números da avicultura brasileira mostram a responsabilidade que existe por trás de cada etapa da produção. Estamos falando de uma cadeia que produz em grande escala, abastece o mercado brasileiro e chega a consumidores em diferentes partes do mundo. Neste Dia da Avicultura, celebramos essa trajetória e, principalmente, os profissionais que a constroem diariamente. Nosso compromisso é continuar colocando ciência, inovação e conhecimento técnico à disposição do setor para apoiá-lo em seus próximos desafios”, conclui Beatriz. 

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