Clima favorece o milho, e aumenta o risco para a pecuária do Centro-Oeste

A previsão de precipitação acumulada para os próximos sete dias indica volumes baixos e pontuais.

As condições meteorológicas previstas para os próximos dias exigem maior atenção às lavouras de milho segunda safra e aos sistemas pecuários na Região Centro-Oeste do país, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).

Em Mato Grosso do Sul, a ocorrência de chuvas restringiu o avanço das operações em parte do Estado. Nesse contexto, o tempo firme previsto para os próximos dias tende a favorecer a retomada e a aceleração da colheita do milho, além de contribuir para a secagem natural dos grãos.

Para as lavouras de milho segunda safra que se encontram nas fases de maturação fisiológica e colheita, o instituto diz que a ausência de precipitação tende a exercer efeito favorável do ponto de vista operacional, pois contribui para a redução gradual da umidade dos grãos, melhora a uniformidade da secagem no campo e amplia as janelas de colheita. Esse cenário pode reduzir a necessidade de secagem artificial e diminuir o risco de deterioração pós-colheita associado ao excesso de umidade.

No entanto, nas áreas mais tardias, ainda em enchimento de grãos, a combinação entre temperaturas elevadas, baixa umidade relativa do ar e manutenção do déficit hídrico no solo pode impactar a produtividade, de acordo com o Inmet.

Na pecuária, a persistência de tempo seco compromete a rebrota e a qualidade nutricional das pastagens, reduz a disponibilidade de forragem e pode elevar a necessidade de suplementação alimentar e manejo mais criterioso da lotação animal durante o período seco.

A combinação de temperaturas elevadas, ausência de precipitação e baixos índices de umidade relativa do ar ao longo da semana tende a intensificar as condições de estresse térmico nos rebanhos, especialmente aqueles mantidos em sistemas extensivos a pasto.

A previsão de precipitação acumulada para os próximos sete dias pelo Inmet indica volumes baixos e pontuais, localizados principalmente no extremo sul de Mato Grosso do Sul. Nas demais áreas da Região Centro-Oeste, a tendência é de predomínio de tempo estável ao longo da semana, sob influência de uma massa de ar seco (Globo Rural)

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