Por Caio Junqueira
A descoberta é quase que um passaporte no qual o passageiro escolhe se quer visitar o futuro ou o passado.
A descoberta de índicios de petróleo na bacia da Foz do Amazonas consolida o Brasil como potência petrolífera em ascensão.
O país hoje é o nono produtor mundial e se de fato houver um “novo pré-sal” no extremo norte do país como se acredita que tem, podemos chegar, segundo especialistas, a sermos até mesmo o quarto maior produtor mundial. É uma grande oportunidade.
E como toda grande oportunidade, impõe desafios. O principal é: o que vamos fazer com os bilhões de dólares que entrarão no país com a potencial exploração? O exemplo do pré-sal está aí para nos dizer o que não se deve fazer.
O fundo criado nunca cumpriu a promessa de apoiar uma estratégia de desenvolvimento e superação de desigualdades. No caso da margem equatorial a oportunidade chega a ser uma necessidade já que ela é rodeada por estados que tem alto índice de pobreza, como Amapá e Maranhão.
Sem falar, claro, do desafio ambiental para que tudo ocorra com risco próximo a zero de algum desasatre em uma das áreas ainda intocadas do Brasil e do desafio político para conter os corruptos.
A descoberta é quase que um passaporte no qual o passageiro escolhe se quer visitar o futuro ou o passado. É uma oportunidade para não perder uma oportunidade (CNN)





