Brasil já alcançou 50% da cota de carne bovina na China

Salvaguarda prevê a aplicação de uma tarifa de 55% sobre a carne bovina brasileira a partir do terceiro dia após as importações atingirem 100% da cota estipulada.

A China informou neste domingo (10) que as importações de carne bovina brasileira já atingiram 50% da cota prevista no mecanismo de salvaguarda estabelecido pelo Ministério do Comércio do país asiático. Segundo comunicado oficial, a marca foi alcançada neste sábado (9).

De acordo com o governo chinês, o Anúncio nº 87 de 2025 prevê a aplicação de uma tarifa de 55% sobre a carne bovina brasileira a partir do terceiro dia após as importações atingirem 100% da cota estipulada.

A Abiec (Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne) afirmou à CNN que ainda não recebeu comunicação oficial sobre o avanço da utilização da cota, mas que o cenário já era esperado pelo setor. 

Segundo a entidade, a estimativa é de que a China já tenha recebido mais de 60% da cota de carne bovina brasileira neste ano.

Dados do MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços) mostram que, entre janeiro e o fim de abril, o mercado chinês respondeu por 43,5% da carne bovina exportada pelo Brasil, configurando como principal destino.

Na comparação com os quatro primeiros meses de 2025, o volume exportado para a China avançou 28,8%.

Segundo a ABIEC, a contagem utilizada pelas autoridades chinesas difere dos dados brasileiros devido ao chamado “transit time”, período médio de cerca de 45 dias necessário para a chegada da carne brasileira ao mercado chinês.

Para o analista da Safras & Mercados, Fernando Henrique Iglesias, o comunicado reforça a expectativa de esgotamento da salvaguarda em meados de junho. Segundo ele, caso a cota seja atingida nesse período, “o Brasil vai conviver com as exportações bem mais discretas para a China a partir da metade de final de junho e isso vai se estender até meados de outubro”, quando o país asiático deverá retomar as compras com foco na composição da cota de 2027. 

De acordo com o analista, o período pode resultar em três meses de volumes mais baixos de exportação de carne bovina pelo Brasil.

Procurado, o Ministério da Agricultura não respondeu até o fechamento da reportagem (CNN)

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