Após ataques ao Irã, defasagem do preço do diesel no Brasil sobe a 42%

A alta do preço do petróleo impulsionada pelo conflito Estados Unidos e Irã ganhou mais força no fechamento de terça-feira, 3, puxando para cima o valor dos derivados negociados no mercado internacional. A alta atingiu principalmente o diesel, usado tanto no transporte como na calefação.

Segundo a Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom), a defasagem do preço do diesel no Brasil em relação ao exterior chegou a 42% no fechamento de terça, o que poderia viabilizar aumento de R$ 1,37 o barril nas refinarias brasileiras.

A Petrobras, porém, não costuma transferir imediatamente a volatilidade do mercado internacional para o mercado interno, e qualquer movimento deve demorar, segundo analistas.

Mesmo na Refinaria de Mataripe, que afirma seguir o preço de paridade de importação (PPI), política abandonada pela Petrobras em maio de 2023, o preço do diesel registra defasagem de 40%. Já em algumas refinarias da Petrobras a defasagem chega a 44%.

O petróleo do tipo Brent fechou na terça-feira cotado a mais de US$ 84 o barril. O diesel vendido pela Petrobras está 303 dias sem reajuste, e também não foi alterado pela Acelen, controladora de Mataripe, na última quarta-feira, 25.

No caso da gasolina, a defasagem é menor, mas também se mantém em dois dígitos desde o início do conflito Estados Unidos-Irã. O combustível está em média com o preço 17% defasado nas refinarias brasileiras, abrindo oportunidade para um aumento de R$ 0,44 por litro, segundo a Abicom (Estadão)

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