Tarifas: Café dispara em NY trazendo preocupações sobre a oferta do Brasil

Ajustes técnicos também direcionaram o fechamento dos preços, que subiram mais de 5% nesta segunda-feira.

O café abriu o primeiro pregão da semana na bolsa de Nova York com preços em forte alta, respondendo a fatores técnicos e também questões relacionadas com a oferta diante das tarifas anunciadas por Donald Trump. Os lotes para setembro avançaram 5,36% (1535 pontos) nesta segunda-feira (14/7), a US$ 3,0185 a libra-peso.

Após as baixas da semana passada, os futuros agora reagem diante de movimentações técnicas, afirma Antônio Pancieri Neto, da Clonal Corretora de Café.

Também para ele, a valorização expressiva de hoje se deu com incertezas relacionadas com a oferta, especialmente após as tarifas sobre as exportações de produtos brasileiros, anunciadas pelo presidente dos EUA, Donald Trump, na semana passada.

“Da última sexta (11/7) até agora, o mercado foi impactado com dúvidas se a quantidade de café colhida no Brasil neste momento será transferida dos produtores para os estoques, que estão em níveis muito baixos. E o volume muito baixo de negociações nas praças reforçam esse cenário”, disse o corretor de mercado.

Sobre as tarifas de Donald Trump impostas aos produtos brasileiros, Pancieri lembrou que esse fato coloca mais dúvidas do que certezas para as negociações do café brasileiro. O país é o maior exportador mundial dessa commodity. Já os EUA são o principal consumidor global do grão.

“As tarifas trazem impacto principalmente para os contratos já firmados, pois corre o risco de café comprado não chegar a tempo das tarifas entrarem em vigor. E fica então a dúvida de quem vai ficar os custos adicionais dessas exportações brasileiras”, destacou.

Suco de laranja

Os contratos do suco de laranja concentrado e congelado (FCOJ, na sigla em inglês) seguem valorizados diante das tarifas de Donald Trump e fecharam o pregão em alta de 8,66% (2500 pontos), com o papel para setembro valendo US$ 3,1385 a libra-peso. O mercado americano é destino de mais de 40% das exportações de suco de laranja brasileiro.

Cacau

O cacau, por sua vez, fechou com preços em alta, em Nova York. Os contratos com vencimento em setembro fecharam em alta de 1,35% (110 pontos), com os preços a US$ 8.287 a tonelada.

Açúcar

No mercado do açúcar em Nova York, os papéis para outubro fecharam em queda de 1,45% (27 pontos), cotados a 17 centavos de dólar a libra-peso.

Algodão

Os contratos do algodão para dezembro fecharam em alta de 1,04% (70 pontos), com o valor de 68,12 centavos de dólar a libra-peso (Globo Rural)

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