As negociações do café na bolsa de Nova York ainda são impactadas pelo cenário otimista com a oferta do grão no Brasil. Nesta segunda-feira (30/3), os contratos do arábica com entrega para maio fecharam a sessão em baixa de 3,03%, a US$ 2,9255 a libra-peso.
De acordo com Leonardo Rossetti, analista da inteligência de mercado da StoneX, as altas recentes registradas no preço do café podem ser consideradas pontuais.
“A valorização do petróleo, e as questões logísticas, que devem elevar o custo do frete, dão alguma força para a subida do café. Mas no final do dia, com a expectativa de supersafra e um balanço global mais folgado, indicam que vamos ter um ano de preços mais baixos para o café”, disse Rossetti.
No início deste mês, a StoneX elevou sua estimativa de produção de café no Brasil em 2026/27 para um recorde de 75,3 milhões de sacas, acima da estimativa de novembro de 70,7 milhões de sacas.
O analista acrescenta que essa tendência de baixa deve se acentuar a partir da entrada da safra brasileira no mercado. A colheita da temporada 2026/27 deve ganhar ritmo em meados de junho.
“Na hora que essa produção chegar ao mercado, será muito café e ainda tem sobra da safra passada para adicionar mais volume. Isso pode gerar um desconto ainda maior para a safra velha. Então tudo aponta para um quadro baixista para os preços”, finalizou (Globo Rural)





