El Niño vai aumentar as temperaturas globais em 2026, diz OMM

Variação de temperatura do Pacífico Equatorial determina ocorrência do fenômeno.

O fenômeno El Niño deve se desenvolver nos próximos meses, após três anos consecutivos de La Niña. A informação é da Organização Meteorológica Mundial (OMM).

Embora o retorno seja iminente, as condições neutras permanecem pelo menos até maio. Entre maio e junho, a chance de neutralidade cai para 60% e começa a abrir espaço para a chegada do El Niño no segundo semestre.

A chance de desenvolvimento do El Niño entre junho e agosto é de 55%, segundo a OMM. “Se entrarmos agora em uma fase El Niño, é provável que isso provoque outro aumento nas temperaturas globais”, afirma o secretário-geral da OMM, Petteri Taalas.

Os fenômenos El Niño e La Niña ocorrem naturalmente, porém estão se desenvolvendo em um contexto de mudanças climáticas, responsável por aumentar as temperaturas globais, afetar os padrões sazonais de chuva e tornar eventos climáticos extremos cada vez mais frequentes.

No Brasil, episódios recentes de chuvas excepcionalmente acima da média histórica causaram catástrofes como as tempestades no litoral norte de São Paulo em fevereiro de 2023, as enchentes históricas em abril de 2024 no Rio Grande do Sul, e as recentes chuvas em Juiz de Fora e região, em Minas Gerais.

Diferenças entre La Niña e El Niño

Os fenômenos El Niño e La Niña são determinados por variações de temperatura da porção equatorial do Oceano Pacífico. Durante os períodos de El Niño, as águas aquecem 0,5 °C ou mais em relação à média histórica. Quando ocorre um resfriamento igual ou maior do que 0,5°C, ocorre La Niña.

Em ambos os casos, esta oscilação deve se manter por, pelo menos, cinco trimestres consecutivos para o fenômeno ser oficializado como ativo. Há diversas teorias sobre as variações, mas não há um consenso na comunidade para justificar estes ciclos.

Em períodos de La Niña, o tempo costuma ficar mais seco no Sul do país, e as chuvas frequentes migram para o Norte e Nordeste do país. No Sudeste e no Centro-Oeste, faz mais frio do que o habitual. Durante o El Niño, o oposto ocorre: problemas de estiagem preocupam o Norte e Nordeste e as tempestades, o Sul (Globo Rural)

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