Concurso do Café aproxima produtores das cafeterias

Iniciativa promovida pelo Sistema FAEP fomenta oportunidades de novos negócios, valorizando a excelência do grão paranaense
A excelência na produção de cafés especiais tem colocado os cafeicultores paranaenses no radar de novos mercados consumidores, principalmente, os de cafeterias e torrefações. Nesse processo de aproximação, o Concurso Café Qualidade Paraná também contribui para colocar os cafeicultores frente a frente com os donos de negócios. Nessa semana, mais de 90 produtores de café visitaram quatro estabelecimentos na capital paranaense, em busca de futuras parcerias e oportunidades comerciais.
“O Concurso reforça a identidade dos cafés do Paraná destacando os avanços em manejo e processos, que resulta em qualidade. Desta forma, cada vez mais, os nossos cafés estão conquistando espaço em mercados diferenciados”, ressalta o presidente interino do Sistema FAEP, Ágide Eduardo Meneguette. “A premiação é uma vitrine para os cafés e para os produtores. Essa cultura é parte da história da agropecuária paranaense. Estamos trabalhando para que esse setor siga crescendo e levando nossos produtos a novos mercados”, reforça.
O produtor Natan Miguel da Cruz Carvalho mantém lavouras de café especial nos municípios de Joaquim Távora e Siqueira Campos. Participante pela segunda edição seguida, Carvalho reforça que a premiação atesta a qualidade do café paranaense para todo o Brasil. “A premiação ajuda a passar confiança de que todo o trabalho que a gente teve durante o ano está sendo efetivamente correto. O Paraná em si está crescendo na questão de quantidade, mas sempre focado em qualidade”, pontua.
Esse movimento é referendado pelos dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) que apontam crescimento na safra paranaense de café. Esse ano, a estimativa é atingir 741 mil de sacas, resultado de 25,4 mil de hectares dedicados a cultura em mais de 100 municípios. Atualmente, o Paraná é o 5º maior produtor nacional.
A produtora de café Eloir Inocência Nogueira Souza, em Tomazina, é prova da visibilidade proporcionada pela premiação promovida pelo Sistema FAEP. “Ter o café premiado valoriza o produtor, a propriedade, faz com muitas pessoas nos conheçam, atrai recursos, desperta o interesse no turismo rural. É um ciclo, que permite melhorar o investimento na propriedade”, destaca Eloir.
Proprietário do Supernova Coffee Roasters, em Curitiba, Luiz Eduardo Melo, compra o café da produtora Maristela de Fátima da Silva Souza, de Tomazina. Seu grão foi campeão do Concurso Café Qualidade Paraná em 2017, o que o tornou conhecido.
“A premiação deu visibilidade para estarmos juntos das cafeterias, apresentando nosso produto. De uns dois anos para cá, o café está vivendo um novo momento. No Norte Pioneiro, o pessoal está retornando às origens, parando de cultivar soja e apostando no café. Essa evolução passa também pela qualidade”, reforça Maristela. “Hoje, Bahia, Minas Gerais e São Paulo bombardeiam as nossas torrefações das cafeterias. É preciso olhar para a qualidade do café do Paraná”, destaca Melo.
O café do Paraná possui Terroir único, graças as condições edafoclimáticas exclusivas do Estado. Como a zona de transição climática marcada pelo Trópico de Capricórnio, essa localização proporciona dias quentes e noites frias, o que favorece a maturação lenta e uniforme dos frutos do café. Essa característica é essencial para o desenvolvimento de grãos com alta doçura, acidez equilibrada, corpo cremoso e aromas intensos.
Premiação
A 23ª edição do Concurso Café Qualidade Paraná revelou os vencedores no dia 25 de dezembro, em Curitiba. Foram cinco produtos premiados na categoria “Café Natural” e a mesma quantidade na categoria “Cereja Descascado”, além de cinco premiações regionais. No total, a edição 2025 contou com 108 cafés concorrentes.
A competição é promovida pela Câmara Setorial do Café do Paraná, formada pelo Sistema FAEP, Secretaria da Agricultura e do Abastecimento do Paraná (Seab), IDR-Paraná e Associação dos Engenheiros Agrônomos de Londrina.

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