| A Castrolanda deu mais um passo importante em sua estratégia de crescimento e diversificação ao aprovar, por unanimidade, em Assembleia Geral Extraordinária (AGE) realizada nesta quinta-feira (26), dois novos projetos industriais que juntos totalizam R$ 150 milhões: a implantação de uma fábrica de tortilhas e a construção da Unidade de Dietas Bovinas (UDB).Juntas, as iniciativas reforçam o movimento da cooperativa em avançar na industrialização de forma a gerar valor para os seus cooperados e reforçar a saúde financeira da cooperativa. A decisão integra o planejamento estratégico da Castrolanda, que vem priorizando investimentos para crescer de forma sustentável.A fábrica de tortilhas e a Unidade de Dietas Bovinas serão instaladas em uma área adquirida pela cooperativa em Castro, próxima à unidade da Cargill, em uma região com acesso facilitado pela rodovia PR-090 na Estrada do Cerne – Contorno Norte. O local foi planejado para abrigar um novo complexo industrial da Castrolanda, com potencial para receber diferentes unidades produtivas no futuro. A escolha da área leva em conta fatores logísticos, além do apoio do poder público municipal, que já sinalizou incentivos à implantação do projeto. Os projetos estão em fase avançada de planejamento, com estudos de terraplanagem em andamento. Com a aprovação da AGE, a expectativa é acelerar o cronograma e iniciar as obras ainda no primeiro semestre. Diversificação com foco em valor agregado A fábrica de tortilhas terá investimento de R$ 100 milhões e surgiu de uma análise de mercado que identificou que existe uma oportunidade nesse segmento. Diferentemente de categorias já consolidadas, como a batata frita, o mercado de snacks à base de milho ainda é concentrado em poucos players, como explica o gerente executivo dos Negócios Batata, Cassiano de Oliveira Carrano. “A partir dessa oportunidade a proposta é replicar, no modelo de tortilhas, a experiência já consolidada da cooperativa com a industrialização de batata frita, especialmente no formato B2B. A produção já nasce com demanda assegurada, voltada prioritariamente a um parceiro estratégico”, comenta. O projeto também prevê a utilização de equipamentos da mais alta tecnologia disponíveis no mercado de fornecedores que são referência e líderes mundiais na fabricação desses equipamentos. Além do posicionamento de mercado, a nova planta deve trazer ganhos de eficiência, com redução no consumo de água e menor tempo entre o processamento do milho e a entrega do produto. A operação será altamente automatizada e exigirá mão de obra qualificada. Unidade de Dietas Bovinas Outro projeto aprovado foi a construção da Unidade de Dietas Bovinas (UDB), com investimento estimado em R$ 49,5 milhões e previsão de início de operação em 2027. A iniciativa surge como resposta a uma demanda histórica dos pecuaristas de leite, que buscam maior eficiência e praticidade na alimentação do rebanho. A unidade irá produzir dietas balanceadas, formuladas com diferentes combinações de ingredientes e prontas para uso nas propriedades. Segundo o especialista de Estratégia e Projetos, Diego Van Helvoort Alves da Cruz, a proposta é simplificar o manejo nutricional e elevar a eficiência produtiva. “Com a UDB, teremos uma estrutura inovadora e adequada para utilizar maior número de ingredientes disponíveis no mercado e formular dietas específicas ampliando as possibilidades técnicas e produtivas”, explica. O modelo é considerado inovador no mercado e permitirá maior aproveitamento das matérias-primas disponíveis, ampliando as possibilidades técnicas na formulação das dietas. “O sistema proporcionará maior uniformidade na dosagem dos ingredientes e, principalmente, mais precisão, resultando em menor desperdício. A UDB possibilitará dietas mais ricas, com maior diversidade de insumos e melhor aproveitamento pelos animais. Isso se reflete em aumento da produção de leite, redução da necessidade de mão de obra, economia de diesel e menor desgaste de máquinas. Além disso, há ganhos em agilidade no preparo das dietas, facilidade de armazenamento e aprimoramento no monitoramento e controle dos ingredientes”, destaca o consultor de Negócios Leite da Castrolanda, Huibert Pieter Janssen. Segurança e conveniência Os novos investimentos estão alinhados à missão da Castrolanda que é gerar valor ao cooperado proporcionando segurança e conveniência no agronegócio. No caso da UDB, a proposta é facilitar o dia a dia do produtor, oferecendo soluções prontas e de alta qualidade. Já no caso da industrialização, o foco está em fortalecer a cooperativa como um todo. O diretor executivo da Castrolanda, Seung Lee, destaca que avançar na indústria é essencial para garantir maior estabilidade financeira, especialmente diante da volatilidade dos mercados agrícolas. “A indústria permite retornos mais consistentes e contribui para um crescimento mais sustentável. A evolução para modelos de negócios mais integrados e diversificados, capazes de gerar valor sustentável mesmo em cenários de instabilidade no setor agropecuário”, aponta. Para o presidente, Willem Bouwman, a industrialização amplia a solidez da cooperativa e gera benefícios indiretos aos associados. “Não podemos depender apenas da produção primária. Precisamos agregar valor aos produtos, trazendo mais resultados para a cooperativa e, consequentemente, para o cooperado”, finaliza o presidente. |
| Sobre a Castrolanda A Castrolanda Cooperativa Agroindustrial foi fundada por imigrantes holandeses em 1951, no município de Castro-PR. A primeira atividade econômica dos imigrantes e da cooperativa foi a pecuária leiteira, que tornou-se uma referência para todo o Brasil. A partir da década de 1970 outras atividades começaram a ser desenvolvidas pelos cooperados. Hoje a Castrolanda atua em quatro cadeias de negócios: agrícola, carnes (suínos e ovinos), leite e batata, com unidades nos estados do Paraná, São Paulo e Tocantins. A Castrolanda tem como missão gerar valor aos seus mais de 1200 cooperados, proporcionando segurança e conveniência para que possam focar no mais importante: produzir. A cooperativa acredita na união entre todos para avançar e desenvolver as famílias dos cooperados e toda a sociedade. |

27 de março de 2026/
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