Anúncio ocorre após algumas das principais tradings do país suspenderem a importação do grão ao país asiático.
A China decidiu flexibilizar as regras que dizem respeito à presença de ervas daninhas nas cargas de soja importadas do Brasil.
O anúncio ocorre após algumas das principais tradings do país suspenderem a importação do grão ao país asiático devido à mudança nas inspeções das cargas.
Documento da Secretaria de Defesa Agropecuária (SDA), do Ministério da Agricultura, afirma que “não é possível atestar a ausência absoluta de sementes de plantas daninhas em soja, dado as características de produção”.
Diante disso, segue o documento, “as autoridades chinesas entenderam e aceitaram que não será adotado o critério de tolerância zero para a presença de plantas daninhas, em carregamentos de soja importados do Brasil e destinados ao consumo interno para fins de processamento industrial”.
A SDA acrescenta que como ainda não há parâmetro estabelecido para tolerância de plantas daninhas, o percentual permitido será tema de debates entre dirigentes chineses e brasileiros. Nesta sexta (20/3), os secretários de Defesa Agropecuária, Carlos Goulart, e de Comércio e Relações Internacionais, Luis Rua, viajaram à China para tratar do tema.
Conforme apurou a reportagem, a intenção do governo brasileiro no encontro com os chineses é ser o mais transparente possível para evitar ruídos com o maior comprador de soja do Brasil.
Por fim, o documento ressalta que conforme acordado com as autoridades chinesas, “fica determinada a certificação de navios cujos respectivos laudos laboratoriais vierem a comprovar presença de plantas daninhas, […] desde sejam cumpridos demais requisitos para ausência de sementes tratadas e de insetos vivos, até que o nível de tolerância de plantas daninhas seja estabelecido”.
Desde que começou o impasse das tradings brasileiras com o mercado chinês, as vendas do de soja brasileira caíram drasticamente. Além disso, segundo analistas, com compradores ainda mais ausentes nas negociações, houve acomodação dos preços no mercado interno (Globo Rural)






