Volume representa um aumento de 17,1% em relação ao registrado no ciclo anterior.
O Brasil deve produzir 66,2 milhões de sacas beneficiadas de café em 2026, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Se confirmado o resultado, o país deve alcançar um novo recorde, superando as 63,1 milhões de sacas de 2020.
O volume representa um aumento de 17,1% em relação ao registrado no ciclo anterior. A primeira estimativa da Conab para o ano foi divulgada nesta quinta-feira (5/2).
De acordo com a instituição, o crescimento é influenciado pelo incremento de 4,1% na área, estimada em 1,9 milhão de hectares na atual temporada.
Ainda segundo a Conab, condições climáticas mais favoráveis registradas ao longo do ciclo da cultura e a adoção de tecnologias e boas práticas de manejo nas lavouras influenciam em uma melhora na produtividade, que deve registrar uma elevação de 12,4%, sendo esperada uma colheita de 34,2 sacas por hectare.
“As precipitações voltaram de fato a ocorrer com maior frequência a partir do quarto trimestre (de 2025), isso favoreceu as principais floradas de setembro e outubro, em que pese alguns relatos de desuniformidade. Mas no geral o clima foi bem melhor do que em 2025, e essas lavouras se desenvolvem sob condições climáticas melhores”, afirmou o gerente de Acompanhamento de Safras da Conab, Fabiano Vasconcellos.
Arábica
A Conab espera uma colheita de 44,1 milhões de sacas de café arábica na atual safra, aumento de 23,3% sobre o ciclo passado. Essa elevação é atribuída ao crescimento de área em produção, às condições climáticas mais favoráveis e à bienalidade positiva.
Conilon
A empresa pública também espera uma maior colheita para o conilon. A expectativa é de uma safra de 22,1 milhões de sacas, alta de 6,4% sobre a produção em 2025, efeito do crescimento da área em produção e das condições climáticas mais favoráveis até o momento.
Estados
Em Minas Gerais, principal produtor do país, a produção é estimada em 32,4 milhões de sacas.
Em São Paulo, importante produtor de arábica, a expectativa é de uma safra de 5,5 milhões de sacas.
Na Bahia, o crescimento previsto é de 4%, com estimativa de 4,6 milhões de sacas colhidas.
Mercado
Apesar da queda de 17,1% no volume exportado em 2025, para 41,9 milhões de sacas, as exportações brasileiras de café somaram US$ 16,1 bilhões no ano passado, alta de 30,3% em relação a 2024 e novo recorde histórico, impulsionado pelo avanço de 57,2% no preço médio do produto, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) citados pela Conab.
Para 2026, a expectativa é de manutenção de preços elevados, mesmo com a projeção de safra recorde no Brasil e boa produção no Vietnã, diante da demanda global aquecida. Dados do USDA indicam que o consumo mundial deve alcançar 173,9 milhões de sacas, enquanto os estoques globais seguem nos menores níveis em 25 anos (Globo Rural)
Café recua em NY com novas projeções de safra para o Brasil
Os relatos de uma safra robusta de café no Brasil seguem dando o tom negativo para as cotações na bolsa de Nova York. Diante de um cenário de aumento na oferta para o maior exportador de café do mundo, os contratos do arábica para março tiveram queda de 0,08% nesta quinta-feira (5/2), a US$ 3,0840 a libra-peso.
Ontem, o Itaú BBA elevou em 10% a previsão para a safra de café brasileira em 2026/27, que deve alcançar 69,3 milhões de sacas.
Hoje foi a vez da Companhia Nacional de Abastecimento trazer dados otimistas, com uma produção que deve atingir 66,2 milhões de sacas, aumento de 17,1%, e que seria também um recorde na visão da estatal (Globo Rural)



