Quatro delas são nas proximidades dos estabelecimentos onde foram detectados focos da doença de Newcastle em Santa Catarina.
Seis suspeitas de síndromes respiratórias em aves estão em investigação neste momento no país. Quatro delas são nas proximidades dos estabelecimentos onde foram detectados focos da doença de Newcastle em Santa Catarina, de acordo com o painel virtual do Ministério da Agricultura sobre os focos.
Três investigações estão em curso em Nova Itaberaba (SC), município onde foi confirmado o primeiro foco de Newcastle em 18 de outubro, e outra em Quilombo (SC), cidade vizinha. Todas as suspeitas são em galinhas, mas o painel não informa se são criações comerciais ou de subsistência. Apenas focos em granjas comerciais geram restrições, por exemplo.
O painel também não informa se as investigações são de doença de Newcastle ou outra síndrome, como influenza aviária. As outras duas suspeitas são em Jaraguá do Sul (SC) e São José do Belmonte (PE).
As investigações são casos com coleta de amostras ainda sem resultado laboratorial conclusivo. Até agora, os três focos confirmados em Santa Catarina (em Nova Itaberaba, Nova Erechim e Coronel Freitas) foram em criações comerciais de perus.
Em entrevista coletiva recentemente, o secretário-adjunto de Defesa Agropecuária, Allan Alvarenga, ressaltou que o número de investigações poderia aumentar após a identificação do primeiro foco por conta da maior “sensibilidade” no sistema sanitário e da intensificação das vistorias, mas que isso não significa, efetivamente, risco ou probabilidade maior de confirmação de novos casos (Globo Rural)
México libera carnes de aves de fora de SC enviadas antes do foco de Newcastle
A decisão deverá permitir a entrada de até 20 mil toneladas, segundo rumores do mercado.
O México liberou a entrada de carne de aves exportadas por frigoríficos brasileiros que já estavam em trânsito quando o foco da doença de Newcastle foi confirmado, de acordo com fontes do mercado. A medida valerá para cargas embarcadas até 19 de outubro de todos os Estados do país, com exceção de Santa Catarina, onde o caso foi registrado.
A decisão deverá permitir a entrada de até 20 mil toneladas, segundo rumores do mercado, que já estavam em navios a caminho do México e reduzir bastante o impacto projetado para outubro pelo setor exportador.
Na indústria, a expectativa é que 30 mil a 40 mil toneladas de carne de aves deixarão de ser exportadas por mês por conta das restrições aplicadas por importadores. Boa parte do volume considerado para outubro estava a caminho do México e sairá da conta.
O México é o único grande comprador de carne de frango do Brasil que aplicou restrição às exportações de todo o país devido à identificação da doença de Newcastle em perus em granjas comerciais catarinenses. A liberação das cargas de outros Estados que já estavam em mar “tira a pressão” dos frigoríficos, avaliou uma fonte a par do assunto.
A medida ainda não significa a redução das restrições. A avaliação no mercado, no entanto, é que o México poderá aplicar em breve a regionalização do embargo às exportações, limitado apenas a Santa Catarina (Globo Rural)
Arábia Saudita suspende compras de carne de aves de Santa Catarina
Comunicado oficial das autoridades sauditas foi enviado na quarta-feira (28/10) para o governo brasileiro.
A Arábia Saudita, terceiro maior comprador de carne de aves do Brasil, decidiu suspender as importações de todo o Estado de Santa Catarina, devido à detecção de focos da doença de Newcastle. O comunicado oficial das autoridades sauditas foi enviado na quarta-feira (28/10) para o governo brasileiro.
Anteriormente, houve um vaivém de entendimentos sobre a aplicação do embargo. Desde a semana passada, a orientação do Ministério da Agricultura era de que a suspensão valia apenas para a área de restrição próxima aos estabelecimentos onde os casos foram identificados.
Fontes da indústria avaliam, no entanto, que o impacto da extensão da restrição será reduzido, pois volume expressivo de cargas já foi enviado para os sauditas desde a confirmação do primeiro foco, em 18 de outubro. O embargo para as empresas catarinenses vale apenas a partir de 27 de outubro, quando o comunicado oficial foi enviado de Riade para Brasília.
O Certificado Sanitário Internacional (CSI) acordado entre Brasil e a Arábia Saudita prevê que, em casos de registro de doenças como a de Newcastle, o bloqueio das exportações será por país ou zona de restrição. Em 2024, os sauditas decidiram que o embargo valeria para todo o Estado do Rio Grande do Sul, após a identificação do foco em Anta Gorda.
Agora, com a detecção em Santa Catarina, em 18 de outubro, o Ministério da Agricultura decidiu aplicar o mesmo entendimento. Depois, voltou atrás e orientou que a suspensão valeria apenas para a área próxima ao foco até que houvesse uma posição oficial de Riade.
A avaliação no setor é que os frigoríficos de Santa Catarina só sentirão impactos nas vendas se a restrição durar muito tempo. Por ora, a situação é considerada controlada. Deverá ser registrado um aumento nos embarques de frango para a Arábia Saudita em outubro, com o movimento de antecipação de vendas antes desse comunicado oficial dos importadores.
De janeiro a setembro, as empresas catarinenses venderam 88,8 mil toneladas de carne de frango para os sauditas, quarto principal destino no acumulado deste ano, atrás de União Europeia (117,7 mil toneladas), Japão (101,6 mil toneladas) e China (92,5 mil toneladas). Os embarques para a Arábia Saudita nos nove primeiros meses do ano renderam US$ 190,1 milhões em negócios para os frigoríficos de Santa Catarina.
A China também aplica a restrição a todo o Estado. União Europeia e Japão suspenderam compras apenas dos estabelecimentos localizados na área de restrição (Globo Rural)






