Canola avança no Brasil como opção rentável no inverno

Expansão da área cultivada e oportunidades para produção do grão, impulsionam a cultura. Com o lançamento dos híbridos com novas tecnologias, Advanta Seeds amplia a oferta de materiais adaptados às condições brasileiras

A canola começa a ganhar um papel mais estratégico dentro do sistema de produção brasileiro. De alternativa para a safra de inverno, a cultura vem se consolidando como uma opção de rotação com potencial produtivo e econômico, impulsionada pela busca dos produtores por novas alternativas de cultivo e pelo crescimento da demanda por óleo. Esse movimento já se reflete na expansão da área plantada e da produção nacional.

Os números da Abrascanola ajudam a dimensionar esse avanço. Em 2024, a cultura ocupava 186,2 mil hectares no país. Um ano depois, a área chegou a 225 mil hectares e, para 2026, foram plantados 405 mil hectares. A produção acompanha esse movimento: de aproximadamente 223 mil toneladas em 2024, chegou a 360 mil toneladas em 2025 e pode alcançar o potencial de 607,2 mil em 2026.

Diante desse cenário de avanço da oferta e da demanda, a expectativa do setor é que a área plantada no Brasil alcance 1 milhão de hectares até 2030. Com esse salto, a cultura vai de fato se consolidar no País, com destaque para Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná. “Esse crescimento era parcialmente limitado pelo mercado, uma vez que os produtores enfrentavam dificuldades para comercializar sua produção. Hoje, com os novos entrantes e a crescente demanda, o produtor encontra um cenário favorável para entrar, em definitivo, no mercado de canola”, afirma Kennedy Dadalto, Engenheiro Agrônomo e Diretor Comercial da Advanta Seeds.

O avanço ocorre em paralelo a mudanças na composição das lavouras de inverno. Além de participar da rotação de culturas, a canola apresenta uma relação entre investimento e retorno que tem despertado o interesse dos produtores. “O investimento médio do produtor está entre 10-15 sacas por hectare, relacionado diretamente com o nível de tecnologia aplicado. Considerando uma produtividade média superior aos 25 sc/ha e a boa relação de preço do grão, a rentabilidade é muito positiva quando comparada às demais opções de cultivo de inverno”, diz Dadalto.

SAF amplia possibilidades para o óleo

Outro fator que pode ampliar o mercado da canola é o potencial de utilização de seu óleo como matéria prima para a produção de SAF (Combustível Sustentável de Aviação), especialmente pela rota HEFA, que utiliza óleos e gorduras na produção do combustível. No Brasil, estudos avaliam o cultivo de canola de segunda safra em condições tropicais para essa finalidade, indicando potencial de utilização da cultura em cadeias voltadas à produção de combustíveis de menor intensidade de carbono.

Com o avanço do Programa Nacional de Combustível Sustentável de Aviação (ProBioQAV), a canola pode encontrar uma nova possibilidade de mercado para seu óleo, além dos segmentos tradicionais de alimentação e biodiesel. O programa estabelece metas progressivas para a redução das emissões da aviação e prevê o aumento gradual da participação de combustíveis sustentáveis no setor.

O modelo adotado pelo programa segue o princípio da neutralidade tecnológica, sem determinar uma única matéria-prima para a produção do combustível. Nesse contexto, a canola aparece como uma alternativa potencial, embora ainda não seja uma matéria prima consolidada para a produção de SAF em escala comercial. “Embora ainda se trate de uma oportunidade em desenvolvimento, a canola brasileira pode ganhar espaço conforme o mercado de combustível sustentável de aviação avance”, reforça o engenheiro agrônomo.

Novas tecnologias adaptadas ao Brasil

O avanço da cultura e a perspectiva de ampliação do mercado também estimulam as empresas de sementes a desenvolver materiais com maior potencial produtivo e características adaptadas às condições brasileiras. Entre os desafios estão o aumento da produtividade e do teor de óleo, além da oferta de ferramentas mais eficientes para o manejo de plantas daninhas.

Segundo o Diretor Comercial, a garantia do potencial produtivo está diretamente relacionada à qualidade fisiológica das sementes, contribuindo para a evolução da cultura no país. “Observamos nesta última safra um padrão de qualidade inferior ao exigido pelos produtores brasileiros, na sua maioria relacionado a sementes produzidas em outros países e importadas para abastecimento do mercado nacional, impactando diretamente no estabelecimento das áreas. Já a Advanta é pioneira e se destaca pela produção de sementes no Brasil, com alto padrão físico e fisiológico, estando disponíveis no momento correto para plantio”, finaliza o Engenheiro Agrônomo.

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