- Mato Grosso é o estado com mais pedidos, seguido por Goiás e Paraná
- Produtores de soja foram os que mais adotaram o recurso, com 137 pedidos
Os pedidos de recuperação judicial no agronegócio chegaram a 474 no primeiro trimestre deste ano, aumento de 21,9% em relação ao mesmo período de 2025, com impulso de solicitações de produtores pessoa jurídica em meio a um aumento de dívidas e custos no setor, informou a Serasa Experian nesta quarta-feira (12/8).
O indicador, que reúne pedidos realizados por produtores rurais que atuam como pessoa física e jurídica, além de empresas relacionadas à cadeia produtiva, mostrou um aumento também na comparação com o quarto trimestre de 2025, quando as solicitações de recuperação judicial somaram 408.
Ainda assim, os pedidos ficaram abaixo do pico registrado no terceiro trimestre (628).
“O ambiente de crédito mais seletivo, combinado à manutenção de custos elevados de produção e ao maior nível de alavancagem dos produtores, continuou afetando o fluxo de caixa no campo”, afirmou o head de agronegócio da Serasa Experian, Marcelo Pimenta.
Segundo ele, a evolução do cenário até o final do ano dependerá da capacidade de geração de receita, do comportamento das margens e das condições de renegociação dos compromissos.
“Por isso, reforçamos que renegociar e manter um planejamento financeiro deve ser prioridade enquanto a recuperação judicial precisa permanecer como o último recurso”, defendeu Pimenta.
O Mato Grosso, principal produtor de grãos, oleaginosas e gado, registrou o maior número de solicitações de RJs entre os estados, totalizando 135 registros. Ele foi seguido por Goiás (73), Paraná (50), Mato Grosso do Sul (38) —também grandes produtores de grãos.
No recorte por atividade, o cultivo de soja (o principal do país) concentrou 137 pedidos, seguido pela criação de bovinos, com 42, segundo a Serasa.
Os pedidos de recuperação judicial de produtores rurais que atuam como pessoa jurídica deram um salto de 73,5% em relação ao primeiro trimestre de 2025, para 196, representando o maior crescimento anual entre os três perfis analisados.
Já os produtores classificados como “sem propriedades” em pessoa física, que pode envolver arrendatários, concentraram 60 pedidos.
Os pequenos proprietários fizeram 44 solicitações, os grandes 41, e os médios 37, totalizando 182 pedidos no segmento pessoa física —redução de 6,7% em relação ao mesmo período de 2025 (Folha)
Pedidos de recuperação judicial por produtores pessoa jurídica crescem
Segundo levantamento da da Serasa Experian, aumento foi de 73,5% no primeiro trimestre.
Os pedidos de recuperação judicial feitos por produtores rurais que atuam como pessoa jurídica dispararam no primeiro trimestre de 2026. Foram registradas 196 solicitações entre janeiro e março, alta de 73,5% em relação ao mesmo período do ano passado, segundo dados da Serasa Experian divulgados nesta quarta-feira (12/8).
O avanço entre os produtores rurais constituídos como empresas foi o maior registrado entre os três grupos analisados — de produtores pessoa jurídica, produtores pessoa física e empresas relacionadas à cadeia do agronegócio.
O avanço dos pedidos entre produtores pessoa jurídica contrasta com o comportamento observado entre os produtores rurais pessoa física. Nesse grupo, foram registrados 182 pedidos de recuperação judicial no primeiro trimestre de 2026, queda de 6,7% no comparativo anual.
No total, 474 pedidos de recuperação judicial foram feitos no primeiro trimestre, crescimento de 21,9% em relação aos primeiros três meses de 2025.
Para Marcelo Pimenta, head de agronegócio da Serasa Experian, o cenário de crédito mais seletivo, os custos elevados de produção e o maior nível de alavancagem continuam pressionando o fluxo de caixa de parte dos produtores e empresários do campo.
“A evolução do cenário dependerá da capacidade de geração de receita, do comportamento das margens e das condições de renegociação dos compromissos. Por isso, reforçamos que renegociar e manter um planejamento financeiro deve ser prioridade enquanto a recuperação judicial precisa permanecer como o último recurso”, afirmou o especialista em nota.
O setor de cultivo de soja concentrou 137 dos 196 pedidos de recuperação judicial registrados no primeiro trimestre. A criação de bovinos apareceu em seguida, com 42 solicitações.
Na distribuição regional, Mato Grosso ficou na primeira posição. O Estado registrou 135 pedidos de recuperação judicial no primeiro trimestre, seguido por Goiás, com 73, Paraná, com 50, e Mato Grosso do Sul, com 38 (Globo Rural)




