O correto manejo do solo é a principal estratégia para o produtor de soja superar adversidades climáticas recorrentes como o déficit hídrico, causadoras de muitos prejuízos à agricultura nos últimos anos. Esse tem sido um tema comum nas viagens do Rally Cocamar de Produtividade.
SOLO SAUDÁVEL – No município de Cambé, vizinho a Londrina, onde a equipe esteve, alguns produtores se destacam pela forma como trabalham o solo e os resultados que obtêm. É o caso de Sérgio Viúdes, engenheiro mecânico e dono de 38 alqueires, onde cultiva soja no verão, milho e trigo no inverno.
PLANEJAMENTO – Por ser uma propriedade pequena, Viúdes cita que a viabilidade dela está no incremento da produtividade. Para isso, embora situada em uma das regiões de solos mais férteis do país, ele sabe que não pode acomodar-se e, todos os anos, sob a orientação do engenheiro agrônomo Osmar Buratto, do Grupo Mais de consultoria especializada da Cocamar Cooperativa Agroindustrial, executa um minucioso planejamento para que as lavouras desenvolvam todo seu potencial.
MAIS PRODUTIVO – Assim, mesmo se o tempo não for favorável, Viúdes trabalha com a expectativa de produzir, levando em conta que o desempenho de suas lavouras nos últimos anos tem sido superior ao de produtores que não utilizam as mesmas práticas. Na última safra de verão, que foi marcada por falta de chuvas e temperaturas elevadas na fase mais crítica da cultura – a de formação e enchimento de grãos – a média regional de produtividade não passou de 148 sacas por alqueire. Já a de Viúdes foi 12% maior e fechou em 165 sacas, 17 a mais.
TECNOLOGIAS – O produtor e o agrônomo explicam que o planejamento considera também vários outros aspectos, como análise periódica do solo para correção com calcário e reposição de nutrientes, fixação biológica de nitrogênio, época mais adequada de semeadura e a recomendação do uso de insumos para prevenir pragas e doenças e potencializar a produtividade.
GRUPO MAIS – Viúdes é um dos 14 cooperados atendidos por Osmar Buratto que contrataram a assistência prestada pelo Grupo Mais, interessados em contar com uma consultoria e um acompanhamento direto, assumindo o compromisso de aplicar toda a tecnologia disponível. “Trabalhamos sempre com o objetivo de alcançar a maior produtividade possível”, diz o produtor. Assim, se o tempo ajudar, ele terá feito a sua parte para explorar todo o potencial produtivo da cultura. Mas, se houver adversidades, o cooperado sabe que mesmo assim terá uma colheita acima da média regional.
CUIDADO – O agrônomo Buratto ressalta que o investimento nas melhores tecnologias e na assistência técnica especializada é fundamental para obter os resultados pretendidos, mas isto será insuficiente se não houver a mesma preocupação com a qualidade do solo e a adoção de práticas conservacionistas. “Nos anos bons, em que chove bem, todo produtor consegue colher, mas é preciso estar sempre preparado para enfrentar anos difíceis. E é principalmente em anos difíceis que os bons produtores se revelam”, pontua.
MANEJO ADEQUADO – Em resumo, o manejo adequado do solo, além de proteger a superfície dos efeitos da insolação e dos danos causados por chuvas fortes, retém umidade por mais tempo e permite o aprofundamento das raízes, o que faz toda a diferença se houver um veranico. Já onde não se faz um manejo bem conduzido, o solo fica a descoberto – à mercê da erosão e as altas temperaturas – sem esquecer que a compactação dificulta o desenvolvimento das raízes, o que pode comprometer a produtividade mesmo em estiagens de curta duração. (Jornal Cocamar)




