Desde o início do ano, cotações do arábica recuaram 14%; para o robusta, desvalorização foi de 17%.
A redução das exportações de café e as expectativas de colheita de uma safra recorde estão gerando uma queda nos preços domésticos do grão, informa o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).
Desde o início do ano, os preços do café arábica recuaram cerca de 14%. Para o robusta, a desvalorização no acumulado do ano é ainda mais intensa, de 17%.
Nesta quinta-feira (19/2), o indicador Cepea/Esalq para o café arábica registrou a cotação de R$ 1.818,91 a saca de 60 quilos, um recuo de R$ 13,16% desde o começo de fevereiro. Já o preço médio do robusta estava em R$ 1.027,75 a saca, recuo de 15,20% no mesmo período.
Dados do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé) mostram que, em janeiro, foram escoadas 2,78 milhões de sacas de 60 quilos, volume 30,8% menor que o embarcado há um ano e o mais baixo para um mês de janeiro desde a safra 2017/18.
De acordo com pesquisadores do Cepea, a produção brasileira da safra 2025/26, com volume reduzido e estoques nacionais apertados, deve continuar limitando as exportações até pelo menos o começo da colheita e do beneficiamento da temporada 2026/27 o que só deve acontecer de forma consistente a partir de maio e junho.
O alto preço do café, sobretudo nos primeiros meses da safra 2025/26, é outro fator que vinha restringindo os embarques brasileiros (Globo Rural)




