IBGE prevê safra menor neste ano, mas Conab ainda estima volume recorde

·         Instituto prevê 340 milhões toneladas de grãos; companhia, 353 mi

·         Maior diferença entre os números fica por conta da produtividade esperada por hectare

IBGE e Conab divulgaram novas previsões para as safras de grãos em 2026 nesta quinta-feira (15). O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística prevê um recuo na safra deste ano, após o recorde de 2025. Na avaliação do instituto, a safra brasileira cai para 340 milhões de toneladas, segundo o terceiro prognóstico feito para o período 2025/26, volume 6 milhões menor do que o do ano passado.

Já a Companhia Nacional de Abastecimento prevê um novo recorde, com a produção avançando para 353 milhões de toneladas de grãos, 987 mil a mais do que em 2025. A diferença de 13 milhões de toneladas entre as duas entidades se dá, basicamente, pela avaliação da produtividade para os três principais produtos nacionais: soja, milho e arroz.

Em um período de clima incerto, fica difícil estimativa de produtividade. Por menor que seja a diferença, os números finais de produção serão bem diversos. É o que ocorre com a soja. A estimativa de área entre as duas instituições é de apenas 1,5%, mas a diferença na avaliação da produtividade é de 4,2%. A Conab prevê números maiores. Na avaliação da empresa, foram semeados 48,7 milhões de hectares, e o rendimento será de 3.619 kg por hectare.

As diferenças entre os dois órgãos do governo se acentuam ainda mais na avaliação de Mato Grosso, principal estado produtor de soja do Brasil. A área é semelhante, mas a Conab estima uma produção 1,9 milhão de toneladas a mais para o estado, devido à projeção de uma produtividade 4,2% superior à do IBGE. A safra nacional de soja fica em 176,1 milhões de toneladas, segundo a Conab, e em 170,3 milhões, segundo o IBGE.

A avaliação na produção de milho também traz diversidade. Na segunda safra, a principal do país, os dois órgãos apontam área parecida, mas a produção, segundo a Conab, deverá atingir 110,5 milhões de toneladas nesse período do ano, 5,6% a mais do que a estimativa do IBGE. Mais uma vez, a previsão de produtividade faz a diferença. A da Conab supera em 5% a do IBGE. A produção total de milho do país, somando as safras de inverno e de verão, será de 138,9 milhões de toneladas, segundo a Conab, e de 132,1 milhões, na avaliação do IBGE.

No arroz, o terceiro principal produto da safra brasileira de grãos, os números maiores são do IBGE. O instituto estima área de 1,65 milhão de hectares, produtividade de 7.049 kg por hectare e produção de 11,6 milhões de toneladas. O Rio Grande do Sul, líder nacional, terá rendimento de 8.679 kg por hectare, com produção de 8,1 milhões de toneladas.

Pelos dados do IBGE, a produção de trigo cai para 7,7 milhões neste ano, e a de algodão em caroço recua para 8,8 milhões. Amendoim e sorgo também têm recuo, ficando 9% e 13% menores, respectivamente, em relação a 2025.

Também nesta quinta-feira a Agroconsult divulgou sua estimativa para a safra de soja: 182,2 milhões de toneladas.

Sorgo 

A área deve atingir patamar recorde neste ano, somando 1,82 milhão de hectares, segundo a Conab. O clima irregular favorece o plantio devido à maior resistência da planta. A estimativa é de uma produção de 6,7 milhões de toneladas em 2025/26.

Gergelim 

A adaptação da planta em várias áreas do país também favorece o aumento da produção, que deverá atingir 400 mil toneladas em 2026. Ganham espaço, ainda, canola e cevada. A produção desta última está estimada em 600 mil toneladas (Folha)



Brasil deve bater novo recorde na produção de grãos na safra 2025/26

O Brasil deverá produzir 353,1 milhões de toneladas de grãos na safra 2025/26, estabelecendo um novo recorde, segundo estimativa da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). A estatal divulgou nesta quinta-feira (15/1) seu quarto relatório de acompanhamento da safra atual.

Caso a projeção se confirme, a produção nacional será 0,3% maior do que a da temporada 2024/25. No ciclo passado, o país colheu 352,1 milhões de toneladas.

A nova estimativa é 1,3 milhão de toneladas menor do que a que a Conab apresentou em dezembro de 2025. No relatório anterior, a empresa estimou produção total de 354,4 milhões de toneladas.

“A segunda safra está sendo semeada agora, então ajustes ainda podem acontecer em relação à área”, ponderou o gerente de Acompanhamento de Safras da Conab, Fabiano Vasconcellos.

Soja, milho e algodão

A soja, a principal cultura agrícola do Brasil, deverá, mais uma vez, puxar o crescimento da produção de grãos do país. A Conab revisou para baixo sua estimativa de colheita da oleaginosa – a estatal previu 177,1 milhões de toneladas no documento de dezembro e 176,1 milhões de toneladas no relatório desta quinta. Em 2024/25, o país colheu 171,5 milhões de toneladas de soja.

“Apesar daquele atraso que a gente viu no início da semeadura, principalmente em outubro, por conta da irregularidade das precipitações, o desenvolvimento da cultura é considerado satisfatório na maior parte dos Estados”, afirmou Vasconcellos.

A produção de milho deverá totalizar 138,8 milhões de toneladas, projeta a Conab, que, em sua metodologia de acompanhamento de safra, considera três ciclos anuais da cultura. No primeiro, a colheita deverá ser de 25,9 milhões de toneladas; no segundo, de 110,4 milhões de toneladas; e no terceiro, de 2,5 milhões de toneladas. A produção total de milho deverá cair 1,5% em comparação com a safra 2024/25, que foi de pouco mais de 141 milhões de toneladas.

Para o algodão em caroço, a estatal projeta colheita de 5,4 milhões de toneladas. Com esse desempenho, a Conab calcula que a produção de algodão em pluma será de 3,8 milhões de toneladas.

Arroz e feijão

A produção de arroz deverá diminuir em 2025/26, somando 11 milhões de toneladas (o volume considera as lavouras irrigadas e de sequeiro), projeta a Conab. Na temporada anterior, a colheita foi de 12,7 milhões de toneladas.

Já a safra de feijão deve se manter em 3 milhões de toneladas, considerando os três ciclos anuais da cultura, nas variedades cores (que inclui o feijão-carioca), caupi e preto. A primeira safra deve ser de 983,6 mil toneladas; a segunda, de 1,3 milhão de toneladas; e a terceira, de 702,6 mil toneladas.

“A expectativa é que o total produzido (de arroz e feijão) abasteça o mercado interno e ainda possibilite alguma exportação”, ressaltou Vasconcellos.

Culturas de inverno

Entre as culturas de inverno, a Conab prevê uma colheita de 10,1 milhões de toneladas. Na principal dessas lavouras, a de trigo, a produção deverá ser de 7,8 milhões de toneladas. Em seguida, aparece a produção de aveia, com 1,3 millhão de toneladas.

Área de cultivo

A Conab estima que a área de plantio de grãos no Brasil crescerá 2,6% na safra 2025/26, somando 83,8 milhões de hectares. No ciclo passado, os agricultores brasileiros semearam 81,7 milhões de hectares.

Safras recorde em série

A produção brasileira de grãos tem batido recordes sucessivos ao longo deste século. Nos últimos seis anos, já considerando a estimativa para a temporada 2025/26, a colheita só não cresceu em 2023/24, quando os agricultores enfrentaram uma série de problemas climáticos.

Em pouco mais de uma década, o volume de produção dobrou. O país colheu 166,1 milhões de toneladas em 2011/12. Três safras depois, em 2014/15, o Brasil ultrapassou a marca de 200 milhões de toneladas com a colheita de 208,6 milhões de toneladas. Mais tarde, no ciclo 2022/23, a colheita passou de 300 milhões de toneladas pela primeira vez – o volume naquela temporada foi de 324,3 milhões de toneladas.

O aumento da produção deve-se a ganhos de produtividade e, principalmente, ao crescimento da área de plantio. De acordo com as estatísticas da Conab, nos últimos 15 anos, a produtividade média das lavouras brasileiras de grãos cresceu 28,9%, passando de 3,2 toneladas por hectare para 4,2 toneladas por hectare. A área de cultivo, por sua vez, teve um aumento de 65,4%, passando de 50,9 milhões de hectares para 84,1 milhões de hectares (Globo Rural)



Brasil terá safra de 339,8 milhões de toneladas em 2026, diz IBGE

Órgão atualizou as projeções para a colheita deste ano.

O Brasil deve colher neste ano 339,8 milhões de toneladas de grãos, leguminosas e oleaginosas. Foi o que informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), nesta quinta-feira (15/1). O Levantamento Sistemático da Produção Agrícola aponta uma área total de cultivo de 82,7 milhões de hectares.

Esta é a terceira previsão para a temporada de 2026. Soja, milho e arroz são os produtos mais representativos do levantamento. Juntos, respondem por mais 90% da colheita nacional e quase 90% da área de cultivo.

Em relação ao levantamento anterior, o IBGE revisou a estimativa de safra para cima – em dezembro, o órgão calculou uma produção de 335,7 milhões de toneladas. Ainda assim, a projeção atual representa um declínio de 1,8% em relação a 2025.

Segundo o órgão, o declínio em relação à safra 2025 deve-se principalmente às culturas do milho (-6%), sorgo (-13%), arroz (-8%), algodão herbáceo (-10,5%) e trigo (-1,6%).

No caso da soja, principal cultura agrícola do país, é calculado um crescimento de 2,5%. A projeção do IBGE é de uma produção de 170,3 milhões de toneladas, o que caracterizaria novo recorde.

A produção de milho deve ser de 133,2 milhões de toneladas. Diferentemente da metodologia usada pela Conab, que considera três ciclos para o grão, o levantamento do IBGE leva em conta primeira e segunda safra.

O Brasil deve colher ainda 11,6 milhões de toneladas de arroz. A previsão é 8% menor do que a de 2025 (Globo Rural)

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