Ocaso da esquerda: COP28, 138 Chefes de Estado; COP29: 70; COP30: 18

Por Paulo Junqueira 

“A frase “Nunca antes na história deste País” é um jargão frequentemente utilizado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em seus discursos, para enfatizar a grandiosidade ou ineditismo de suas ações e políticas governamentais. A repetição da expressão ao longo de seus mandatos fez com que ela se tornasse uma de suas marcas registradas e até mesmo um meme popular na internet, sendo usada em contextos humorísticos ou críticos.

Lula usa a frase para destacar feitos inéditos ou avanços sociais e econômicos que, segundo ele, superam gestões anteriores. Por exemplo, ele já a empregou para falar sobre o acesso ao ensino superior para filhos de trabalhadores, a criação de políticas culturais, o tratamento dado aos prefeitos, entre outros temas.

A reiteração do jargão é uma característica de seu estilo de comunicação, visando a consolidação de uma narrativa de que seus governos promovem mudanças revolucionárias e sem precedentes no Brasil. Em resumo, a expressão é um elemento retórico central na comunicação política de Lula, servindo para sublinhar a originalidade e o impacto de suas iniciativas na história do Brasil” – IA Google)

Pois bem, nunca antes na história deste País um evento provocou tanta insatisfação, denúncias de irregularidades e desvios de finalidade como a, infelizmente COP30, que tinha tudo para dar certo mas que com a retórica e narrativas da esquerda que está quebrando o Brasil, já se constitui num grande fracasso e colossal fiasco.

Com certeza o evento ficará na lembrança dos brasileiros e daqueles que se preocupam com as questões ambientais mundo afora. Reversão de expectativas, escândalos de toda a sorte que agridem os princípios elementares da governança, que abrange mecanismos de liderança, estratégia e controle, com foco em ética, transparência, eficiência e responsabilidade para alcançar os objetivos coletivos de forma sustentável e confiável.

Não passam desapercebidas as críticas e o deslumbramento sobre Janja Lula da Silva em relação à sua posição política e seus privilégios. A mídia analógica e a digital têm denunciado sua “vontade enorme de aparecer” ou demonstrar “vaidade excessiva” e “despreparo para a posição” ou “declaração polêmica” em um vídeo do Youtube que analisa momentos controversos de Janja.

A tecnicidade que denuncia o retumbante fiasco da COP30

As últimas três cúpulas, de 2022 a 2024, tiveram adesão quase total dos integrantes do Acordo de Paris. A COP27, no Egito, contou com 195 países. Em 2023, 196 nações estiveram na COP28, nos Emirados Árabes Unidos. A COP29, sediada no Azerbaijão, registrou a participação de 193 partes. Na COP30, dos 195 signatários do Acordo de Paris, apenas 79 entregaram suas novas metas climáticas nacionais, representando 64% das emissões de gases de efeito estufa globais, segundo levantamento da plataforma Climate Watch.

O primeiro objetivo financeiro do Fundo de Florestas Tropicais (TFFF, na sigla em inglês, de Tropical Forests Financing Facility ou Tropical Forest Forever Facility) foi reunir um aporte inicial de US$ 25 bilhões de países investidores (capital júnior).

Esse capital, proveniente de fontes soberanas, serviria como base para alavancar um montante total de US$ 125 bilhões, combinando recursos públicos e privados, para financiar a conservação de florestas tropicais em todo o mundo. O objetivo final é criar um mecanismo de financiamento de longo prazo que remunere os países pela manutenção de suas florestas em pé.

Mas, apenas cerca de US$ 5,5 bilhões acabam de ser anunciados para o Fundo Florestas Tropicais para Sempre, com apenas 53 países endossando sua Declaração de Lançamento.

Só 17 ou 18 chefes de governo em Belém expõem fracasso da COP30

Os jornalistas Gustavo Segré (Ex-Jovem Pan e atual Revista Oeste) e Cláudio Humberto discordam em relação ao número de chefes de Estado que participam da COP30. Enquanto o “argentino” diz que são 18 o “alagoano” jura por todos os juros de Lula que são apenas 17. Já o deputado Cel. Zucco (PL-RS) define a COP30 como “escândalo marcado por desorganização, luxo e incoerência, queimando 3,6 mil litros de diesel/dia em iate a serviço do casal Lula/Janja”.

“A ausência dos presidentes de Estados Unidos, China e Rússia na cúpula da COP30, em Belém (PA), já sinalizava fracasso da conferência do clima, mas foi ainda mais constrangedor. Apenas 17/18 chefes de Estado e de Governo apareceram. O Planalto jura que ainda são esperados outros na próxima semana, e totalizarão 29. Mas, ainda assim, o número é embaraçoso. A Cúpula da Terra, nossa Rio-92, atraiu 108”, lembra Cláudio Humberto.

E acrescenta: “Dos 17 em Belém, três deles são chefes de Estado, não governam: os reis da Suécia, o príncipe de Mônaco e o presidente da Finlândia. Os presidentes dos desconhecidos arquipélagos de Palau (17 mil habitantes) e Comores estão entre os demais 14 governantes na COP30. O simpaticão príncipe William, que esteve na COP30, não é chefe de Estado e nem de governo, no Reino Unido. É só o herdeiro ao trono”.

Várias:

  • O jornal O Estado de S.Paulo deste domingo (9) publica sondagem que aponta que 27% dos brasileiros estão insatisfeitos com a qualidade do serviço púbico do País, enquanto 19% estão muito insatisfeitos – ou seja, quase metade está insatisfeita. Por outro lado, 19% estão satisfeitos e 9% estão muito satisfeitos. Certamente estes 28% reúnem os brasileiros que se encontram em situação de vulnerabilidade social extrema. Ou não?
  • Juros em 15% travam setores estratégicos da economia brasileira. O Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central – sete dos nove dirigentes que comandam o BC, incluindo o presidente da autarquia, são indicados de Lula… – decidiu manter a taxa básica de juros em 15%, o maior nível em quase duas décadas.
  • A taxa no maior nível em 20 anos encarece o crédito, freia investimentos com impacto direto sobre setores sensíveis e estratégicos da economia brasileira como o agronegócio, a construção civil, a indústria e o comércio, que dependem fortemente de crédito e de consumidores dispostos a investir.
  • Em um cenário de juros altos, o serviço da dívida encarece, as despesas financeiras aumentam e o lucro das empresas é pressionado. Com isso, os bancos se tornam mais seletivos na concessão de crédito, dificultando a rolagem de dívidas, principalmente para companhias altamente alavancadas e com dívidas de curto prazo.
  • Diante desse contexto, empresas têm adiado planos de expansão e priorizado a preservação de caixa, já que o custo do capital torna novos investimentos menos atrativos. A alta da Selic também encarece produtos e serviços, reduzindo a capacidade de compra do consumidor e freando o crescimento econômico.
  • Um estudo da Abrainc (Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias) aponta que, nos últimos cinco anos, o aumento dos juros retirou cerca de 800 mil famílias do mercado de crédito imobiliário, reduzindo em 50% o público elegível a imóveis de até R$ 500 mil.
  • “Cada ponto percentual de aumento nas taxas elimina, em média, 160 mil famílias do financiamento”, informou a associação. Segundo Ieda Vasconcelos, economista-chefe da CBIC (Câmara Brasileira da Indústria da Construção), a alta dos juros reduziu a captação da poupança, principal fonte do crédito imobiliário.
  • Entre janeiro e outubro, a saída líquida de recursos da poupança cresceu aproximadamente 403,6% ante o mesmo período de 2024. Já dados da Abecip (Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança) mostram que, até setembro, o total de imóveis financiados com recursos do SBPE (Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo) chegou a 329,1 mil unidades, redução de 20,5% em relação ao mesmo período do ano anterior.
  • Com crédito caro e restrito, empresas industriais enfrentam mais dificuldade para financiar capital de giro e investir em novos projetos. A produção industrial recuou 0,4% entre agosto e setembro, segundo o IBGE, refletindo o impacto da política monetária.
  • Estudo da CNI (Confederação Nacional da Indústria) mostra que 80% das indústrias apontam a taxa de juros como principal barreira para crédito de curto prazo, enquanto 71% citam o mesmo problema no longo prazo. Além disso, o aumento das alíquotas do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) reduziu ainda mais a oferta de crédito e o volume de investimentos.
  • Com os juros altos, o crédito mais caro e a inadimplência em alta, que já atinge 30,4% das famílias, o consumo das famílias tem recuado. Segundo a CNC (Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo), 80% das famílias estão endividadas, e os consumidores têm adiado compras e reduzido gastos.
  • Beneficiários do Bolsa Família transferiram R$ 3,7 bilhões a apostas online em um mês, diz TCU, que identificou que 5 milhões de beneficiários transferiram R$ 3 bilhões para sites de apostas em janeiro. Em alguns casos, valores apostados superam a renda do programa.
  • Nesta última 3ª feira (4), o ministro da Fazenda Fernando Haddad disse que, se fosse presidente do BC, votaria pela redução dos juros. Na quarta (5), para surpresa de ninguém, a instituição manteve sua taxa, a Selic, em 15% anuais.
  • No atual patamar, os juros são insustentáveis, diz o ministro da Fazenda —é fato. No entanto ele não aborda as condições para que eles possam começar a cair, como afirma desejar, para já.
  • Na hipótese menos ruim, Haddad apenas prepara discurso para a campanha eleitoral de 2026, ameaçando a credibilidade do BC e dificultando o corte da taxa. Se não é o caso, mostra compreensão precária dos problemas macroeconômicos do país.
  • Fazenda quer R$ 120 milhões para turbinar propaganda e comunicação nas redes. Ministério de Haddad mira contratos de comunicação institucional e digital, além de publicidade.
  • Macron sobre acordo UE-Mercosul: “Estou otimista, mas vigilante”. Ele afirma estar otimista sobre acordo comercial, mas pede cláusulas de segurança à Comissão Europeia para resguardar setor agrícola francês. Segundo Macron, o acordo apresenta aspectos positivos para diversos setores e representa uma oportunidade de diversificação geopolítica para ambos os blocos. No entanto, ele alertou que determinados segmentos, especialmente o agrícola.
  • A Assistência Social é, por definição legal, uma política de Estado no Brasil. Contudo, a eficácia de sua implementação e o debate público mostram uma persistente tensão com práticas que podem ser caracterizadas como assistencialismo, ou seja, ações paliativas que não garantem a plena cidadania e autonomia aos beneficiários.
  • Alerta do jornalista William Waack: “Há poucos dias, o próprio Lula se beneficiava dos crassos erros políticos cometidos pela oposição. No entanto, com o que disse nesta terça-feira (4) (a megaoperação realizada no Rio de Janeiro não passou de uma matança, classificando-a como desastrosa), parece ter resolvido devolver o favor. Lula não é muito afeito à leitura das frases da antiguidade clássica, mas uma das mais famosas, datada dos tempos da Grécia Antiga, ensina que “os deuses primeiro enlouquecem aqueles que desejam destruir”. É a arrogância — a hýbris — que conduz à ruína”.

(Paulo Junqueira é advogado e produtor rural. É também presidente do Sindicato e da Associação Rural de Ribeirão Preto e da Assovale – Associação Rural do Vale do Rio Pardo)

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